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Greenpeace: propaganda enganosa

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Greenpeace: propaganda enganosa

São Paulo - Os fabricantes europeus de PVC estão comemorando uma de suas poucas vitórias contra o Greenpeace. A organização ambientalista foi condenada a retirar os outdoors que espalhou na Grã-Bretanha em uma campanha publicitária de ataque ao PVC. A informação está sendo divulgada pelo Instituto do PVC no Brasil. O pivô da condenação, definida pela Agência Britânica de Publicidade (Advertising Standards Authority - ASA), é a campanha publicitária do cartão de crédito biodegradável feito com plástico de amido de milho, que os verdes, em parceria com o Co-Operative Bank, apresentam como alternativa à matéria-prima policloreto de vinila (PVC).

A campanha foi divulgada na Europa em abril de 1997 e introduzida no Brasil no mês seguinte. Preocupados com a ação publicitária do Greenpeace durante o lançamento do cartão, os produtores moveram um processo contra os ambientalistas. Os empresários foram representados pela Federação Britânica dos Produtores de Materiais Plásticos (British Plastics Federation - BPF) e pela Associação Britânica dos Produtores de Filmes Industriais e para Embalagens (Packing and Industrial Film Association - PIFA).

Com base em opiniões emitidas pela Agência Ambiental e a de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, além do Ministério da Agricultura, Fauna e Pesca (MAFF) norte-americano, a ASA concluiu que a publicidade do Greenpeace havia denegrido o PVC para promover o outro produto.

Para o Instituto do PVC, o Greenpeace presta desserviços à população, porque faz propaganda enganosa. "É uma ONG que não age com base em seriedade e correção, não adota postura ética e não é democrática", acusa o Presidente do Instituto do PVC, Francisco de Assis Esmeraldo, garantindo que as entidades que defendem o PVC sempre estiveram abertas ao diálogo.

O cartão de crédito com o aval do Greenpeace é feito de biopol, um polímero a base de amido de milho, cuja biodegradação e absorção pelo solo é muito mais rápida do que a do PVC. Mas isso não quer dizer que a cultura da commodity se valha menos da química do que a produção do PVC. As sementes transgênicas, que possibilitariam produção em escala para o milho que serviria de alimento e matéria-prima de plásticos exigem o dobro da quantidade de agrotóxicos do que o necessário para manter imune uma cultura com sementes comuns.

Inclusive esse aumento de consumo é o motivo pelo qual a Air Products Polymers vai aumentar sua produção de aminas (reação entre álcool e amônia para a fabricação de defensivos agrícolas), de 25 mil toneladas ao ano para 50 mil t/ano. A maior cliente da Air Products, no Brasil, é a Monsanto, uma das gigantes mundiais da produção de sementes transgênicas - mais resistentes aos herbicidas.

Fonte: Agencia Estado


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