
Insuflada pelas ONGs, a decisão de Boston é, portanto, de mero cunho político, sem fundamento técnico/científico. A experiência mostra que medidas como a do conselho bostoniano convergem para danos econômicos e, não raro, ambientais, devido à escolha de alternativas menos estudadas que PVC, quando não mais caras e de pior desempenho. Cedo ou tarde, esses órgãos reguladores caem em si e revogam a determinação estapafúrdia. Foi o que fez em 2002 o conselho municipal de Bonn (Alemanha), ao retirar resolução emitida seis anos antes contra produtos de PVC em obras públicas. Na linha de frustradas tentativas passadas, a hipótese de transposição para a realidade brasileira desse tipo de pressão ambientalista não se sustenta pela mesma falta de provas técnico/científicas da denúncia. O que não significa que a ofensiva deve arrefecer pois, como demonstra a aquiescência do conselho municipal de Boston, há organizações ativistas de porte e cada vez mais influentes, além de fortes lobbies de setores industrias concorrentes do PVC. Daí porque a cadeia do PVC no Brasil vem fortalecendo adoto postura proativa de comunicação. Na contracorrente, o setor de PVC confirma ter aprendido muito com os erros passados, em particular no quesito alheamento. A imprensa, por exemplo, já recorre com regularidade ao Instituto do PVC para temas que digam respeito à resina ou ao plástico como um todo, caso do debate este ano com o Greenpeace, ao vivo pela Rádio Eldorado (SP). Vale o mesmo para o convívio estreitado com entidades governamentais como o Ministério do Meio Ambiente, ao qual logo nos oferecemos formalmente como colaboradores, anulando eventuais intenções de ativistas do alto escalão de se posicionarem politicamente contra o PVC. Na mesma trilha e em sintonia com o discurso do governo, o Instituto entregou em junho às autoridades o trabalho "Contribuição do PVC para o Desenvolvimento Sustentável", primeiro estudo no gênero no país assinado por uma representação de matéria-prima, natural ou sintética (http://www.institutodopvc.org/dspvc.htm). Esse rol de ações do Instituto do PVC não deve ser lido como elogio em boca própria. Sua menção visa realçar a premência com que os canais do setor plástico e químico devem sair de um comportamento invariavelmente reativo e infrutífero. Alguma coisa, por sinal, já começa a mudar - e para melhor. Noto, por exemplo, que as novas gerações de empreendedores recorrem cada vez menos à promoção de uma resina em detrimento de outra como argumento de venda. É um indício inédito de união e zelo, evidenciado pela indústria, para com a imagem institucional do plástico. Fonte: Plásticos em Revistas
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