
Sangue bom
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Um contra-argumento letal, desferido pela cadeia do PVC diante dos infundados ataques ambientalistas ao material, é o seu uso enraizado em aplicações médico-hospitalares. Entre elas, desponta a fabricação de bolsas que armazenam sangue e derivados. Em São Paulo, a Fundação Pró-Sangue – organismo ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) – responde por 27% do sangue coletado no Estado. O que significa uma fatia próxima a 20% de todo o volume nacional, traduz Geny Aparecida de Oliveira Barna, chefe da divisão de planejamento e controle da Fundação. “Usamos, em média, 16.000 |
| Geny: sem restrição às bolsas de PVC na Fundação Pró-Sangue |
unidades/mês do recipiente, com capacidade que varia entre 400-500 mililitros”, situa. As bolsas de PVC, encaixa Alfredo Mendroni Jr., chefe da divisão de medicina da |
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Fundação Pró-Sangue, atendem as exigências técnicas colocadas pelas Portarias 950 e 636 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre elas, afirma, ausência de microorganismos e resistência mecânica à centrifugação necessária para separação de elementos como plaquetas, hemácias e plasma. “As bolsas são submetidas a testes de tensão e de variação de temperatura”, explica. Outra característica que habilita PVC a esse uso “é a troca gasosa (N.R. – oxigênio/dióxido de carbono) que ele permite, essencial para a manutenção da qualidade do sangue armazenado”, comenta Mendroni. |
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A Fundação Pró-Sangue adquire bolsas exclusivamente da corporação norte-americana Baxter, nº 1 global no artefato. Vencedora de licitação pública realizada pela entidade em 2002, a Baxter importa as bolsas de sangue, a despeito de possuir fábrica no Brasil, dirigida inclusive a produtos como bolsas para soro, detalha Geny. “Não há qualquer restrição da Fundação Pró-Sangue quanto aos produtos nacionais; basta preencherem os requisitos da Anvisa”, destaca, batendo na tecla do fator “preço” como razão-chave para Baxter ter levado os pedidos da Fundação, apesar dos custos em moeda forte e gastos de internação.
Fonte: Plásticos em revista, novembro de 2004 – nº 499 – Ano 42.