
Técnica de reciclagem transforma PVC em sal, combustível e insumos químicos A RGS-90 (Dinamarca), empresa que atua no reaproveitamento de materiais contaminados, desenvolveu um método para reciclagem química de PVC pós-consumo que consiste na sua conversão em sal e compostos orgânicos e inorgânicos. O sistema foi projetado com apoio do Vinyl 2010, um programa formado por indústrias européias destinado ao desenvolvimento de técnicas de reaproveitamento de resíduos de PVC que contribuam para manter ou aumentar a viabilidade do uso desta resina.
A planta iniciará suas operações em outubro deste ano e a previsão é que ela tenha capacidade para reciclar 50.000 t/ano de PVC. Com isso, a RGS-90 passará a produzir 21.000 t de sal,12.500 t de combustível para incineração e 12.500 t de matéria-prima para produtos para limpeza com jato de areia. Reciclagem de PVC na Europa Formado por entidades e associações européias de diversos setores ligados à cadeia produtiva do PVC, o Vinyl 2010 divulgou em seu relatório referente às atividades de 2004 um aumento de 29% das taxas de reciclagem da resina pós-consumo, em comparação com o ano anterior. Seus representantes atribuem o aumento dos índices de reciclagem deste plástico aos projetos desenvolvidos junto a vários setores de produção e transformação. A coleta dos resíduos foi apontada em anos anteriores como um elo fraco da cadeia de reciclagem do PVC devido à sua longa vida útil (de 50 a 100 anos) em diversas aplicações. Para solucionar esse problema, durante o ano de 2004, empresas ligadas ao Vinyl 2010 investiram em estudos de coleta e em parcerias com as prefeituras das cidades em que atuam para a realização de uma coleta mais eficaz, dedicando-se, nesta primeira etapa, ao recolhimento do PVC retirado de demolições. Para os representantes do programa, a eficácia da separação de PVC do lixo é a grande responsável pelo aumento das taxas de reciclagem. O relatório indica que os produtos pós-consumo mais reciclados foram tubos e conexões (5.640 t) e janelas (5.429 t). O aumento mais acentuado foi da reciclagem de cabos, que alcançou 2.915 tem 2004, contra 2.199 t em 2003, representando um acréscimo de 32,52%. Ainda em 2004, apoiada pelos membros da Associação Européia de Produtores de Estabilizantes (ESPA, European Stabilisers Producers Association), a entidade superou suas próprias metas e atingiu o objetivo proposto para o final de 2005, que é reduzir em 15% as vendas dos estabilizantes à base de chumbo. Segundo o relatório, entre os anos 2000 e 2004, a venda do material caiu de 127.156 t para 105.904 t. A meta do programa é reduzir o consumo desses estabilizantes em 50% até 2010 e em 100% até 2015. Fonte: Revista Plástico Industrial - Jul/05. |
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