
Cetesb divulga "milagres" da Produção mais Limpa Sem nenhum investimento, como se operasse um verdadeiro milagre, a Erimpress Etiquetas Ltda., pequena indústria gráfica de São Paulo, resolveu um problema ambiental que atormentava seus funcionários e os moradores da vizinhança: ela simplesmente trocou o silicone à base de solventes orgânicos que usava na fabricação de etiquetas adesivas por silicone à base de água. O produto não perdeu qualidade e a empresa eliminou os fortes odores que tanto perturbavam funcionários e vizinhos. A divulgação de casos como esse, da Erimpress, é feita pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), órgão ambiental do governo do Estado de São Paulo, como parte dos preparativos para a Semana da Produção mais Limpa (P + L), que terá início amanhã nos salões da Faculdades Integradas de São Paulo (Fisp), no bairro do Morumbi. O caso da Eripress não é único entre o universo de empresas brasileiras a descobrir que é possível resolver problemas ambientais e ao mesmo tempo reduzir custos e ampliar receitas. Outro caso citado é o da 3M, indústria química de grande porte. Até há pouco tempo, a fábrica da 3 M de Sumaré, na região de Campinas, em São Paulo, vendia por preço irrisório toneladas de retalhos de PVC acumulados na fabricação de tapetes para uso residencial. A fábrica investiu a bagatela de R$ 3 mil em moldes e desenhos e passou a utilizar os retalhos para produção de tapetes personalizados. Hoje, ela produz 14.400 tapetes por ano e fatura perto de US$ 36 mil. Fonte: Gazeta Mercantil Saneamento & Saúde 22/07/2002 Pág. C-6. |