
A piscina de PVC cresce por configurar a única alternativa à altura das piscinas de alvenaria, em termos de acabamento, desempenho e vida útil, avalia Rui Chammas, diretor comercial da unidade de negócios vinílicos da Braskem. "Prova disso, é a especificação crescente de PVC em hotéis", afirma. Outro chamariz, compara, é seu custo cerca de 30% mais acessível que aversão de alvenaria. Em relação à disputa de PVC com termofixo, Chammas pondera que o cenário de empate no movimento de piscinas embute, a seu ver, viés de alta para PVC e uma tendência para termofixo declinar."O vinil tem usufruído essa posição por fatores como a imagem a desejar sedimentada pela clássica piscina azul de termofixo, ofertada a preço módico, mas com falhas no acabamento a exemplo da ausência de aditivação anti UV", pondera. O custo da piscina de PVG também é mais baixo, inclusive nos gastos reais de instalação, frente a cimento e termofixo. Além disso, completa, a piscina de vinil acena com maior flexibilidade de design. Nos EUA, ele encaixa, tornou-se corriqueira a troca da piscina motivada pelo desejo do usuário residencial de mudar de design. Chammas informa, a propósito, que a piscina de PVC resulta de um bolsão a base de laminado calandrado que é fornecido por transformadores que também transitam pelo atendimento a setores como calçados e material escolar (pastas de arquivar em PVC transparente). O movimento de laminados para piscinas, ele situa, deslancha a partir de setembro/outubro, em função da demanda afogueada de piscinas no verão. Chammas calcula que a média do consumo interno de PVC em laminados (ou lonas) para piscinas divide-se em 2.000 toneladas/ano para piscinas convencionais e 4.000 toneladas/ano nos modelos ditos infantis. MaxiQuim: um banho de imersão Denominado "Identificação de oportunidades de desenvolvimento da cadeia produtora de PVC, laminados e aplicadores", estudo da consultoria MaxiQuim para a Associação Brasileira da Indústria de Laminados Plásticos e Espumas Flexíveis, datado de junho passado, aponta estimativa (feita em 2000) de construção de 29.000 piscinas de PVC em 2003 - em meio a um universo de 75.000 unidades englobando todas as matérias-primas. Mas a soma de piscinas de vinil efetivamente realizadas, nota a varredura, não passou de 28.000 em 2003 dentro do total de 65.000 unidades. A pesquisa também flagra uma contínua tomada de espaço de outros materiais pelo vinil, em particular no âmbito das piscinas de termofixo. E o crescimento do PVC só não tem sido maior, segundo fontes ouvidas pela MaxiQuim, por conta da retração dos investimentos em clubes e hotéis. No compartimento do laminado vinílico, o estudo evidencia desempenho inferior das piscinas infantis perante as versões convencionais, porque suas vendas estão concentradas na classe média, de poder de compra mais limitado e sua montagem dispensa obras civis (estrutura para a instalação). Já as piscinas de grandes dimensões, segundo a MaxiQuim, têm seu consumo localizado nas classes mais abastadas. Ao todo, 6.500 toneladas de laminados vinílicos foram consumidas pelo setor de piscinas em 2003, pouca coisa a menos do que a projeção realizada em 2000 (6.600 toneladas). Frente às outras alternativas de materiais, a MaxiQuim concorda com a visão da Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas de que PVC é melhor aceito no Sudeste, enquanto o modelo de termofixo o derrota no Sul. Por seu turno, a maior percepção de valor do consumidor localiza-se nas piscinas de alvenaria; termofixo é apontado como "o sonho possível" e vinil significa "a novidade", contudo, todas as opções valorizam os imóveis nos quais são instaladas. Já os profissionais da construção preferem os modelos de alvenaria e PVC, escolha garantida pela liberdade de formatos e dimensões. O único ponto negativo do vinil percebido pela pesquisa é a resistência menor do que as demais. Por último, MaxiQuim conclui que o mercado a ser conquistado é o que busca opções de lazer in door, principalmente em função do elevado grau de insegurança vigente. Fonte: Plásticos em Revista, dezembro de 2004, no. 500 - pág. 16 e 18. |