
40 dias entre o sonho e o mergulho
Há quatro anos, quando iniciaram a construção da casa em um condomínio de Caucaia do Alto, a 40 km de São Paulo, a designer Walquíria Tessari e seu marido já sonhavam refrescar seus banhos de sol semanais em uma piscina. "Deixamos para depois, e foi bom porque sentimos exatamente o que necessitávamos." No começo de suas pesquisas, pensavam fazê-la de concreto, revestida de azulejos. Nesse meio tempo, porém, o proprietário nadou em uma piscina de vinil e gostou da textura macia desse tipo de PVC flexível. O casal pediu orçamentos para os dois sistemas e levou um susto: "A de vinil ficaria em R$ 4500,00, mais R$ 1500,00 pelos materiais de alvenaria. Se optássemos pela de concreto, gastaríamos R$ 13800,00", conta Walquíria. "Sem falar no tempo. Teríamos a de vinil em vinte dias e a outra em dois meses, no mínimo". A decisão estava tomada Conversando com vizinhos, o casal tirou a dúvida que ainda martelava: vinil é durável? Descobriu piscinas com oito anos em ótimo estado. O engenheiro químico Arménio Gomes Pinto, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), confirma o que os fabricantes prometem: bem cuidado, o material dura até quinze anos. Depois desse tempo, é só trocar o bolsão. Para preservá-lo, é preciso diluir corretamente o cloro que trata a água, conforme as instruções nas embalagens. Sem aditivos, o vinil pode desbotar, ressecar e rachar. Em agosto, Walquíria e o marido procuraram a arquiteta Helena Shanti Gomes para desenvolver o projeto da piscina. Como o espaço era pequeno, ela sugeriu um feijão, explicado pelo feng shui, técnica chinesa milenar: formas arredondadas ajudam a energia a fluir melhor. Parte do talude entre a casa e a piscina foi cortada, conquistando espaço para uma mesa de refeições e espreguiçadeiras. Muitas Opções de Padronagem "A piscina estava em construção quando mudamos a cor e a estampa do vinil. É como comprar uma roupa: depois que o modelo está pronto, você ainda pode escolher o tecido", compara Walquíria, apontando uma das qualidades do material. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, quem apostava no vinil levava para casa uma piscina azul. Hoje, os grandes fabricantes de bolsões oferecem, além de formatos ilimitados, e espessuras que vão de 0,60 mm a 1,00 mm, uma boa variedade de bordas decoradas (algumas exclusivas). Até mesmo os fundos ganharam diversidade: são brancos, texturizados, estampados ou azuis. Se rasgar ou furar, o revestimento pode ser reparado sob a água, usando um pedaço de vinil, explica Marcos Sorrilha, proprietário da Sibrape. Onde encontrar: A Sansuy produz o vinil utilizado pelos maiores fabricantes nacionais de bolsões, entre eles Sibrape, Sodramar, Delta Vinil e Mizunami. Fonte: Revista Arquitetura & Contrução - Coluna: Paisagismo |
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