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Papel de parede: beleza de película

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Papel de parede: beleza de película

Filme de PVC viabiliza a fabricação de papéis de parede com grande vida útil para aplicações comerciais e residenciais.

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Com a disseminação e consolidação técnica dos conceitos de construção seca, não na como o mercado da construção brasileira fugir da próxima tendência: a intensificação do uso do papel de parede.

Largamente utilizado no Japão, EUA e Europa, o papel de parede é uma alternativa de acabamento de superfícies que pode substituir a pintura em imóveis novos e usados, durante toda a vida útil da edificação. Sua utilização é também recomendada nos casos em que os cronogramas de obra são apertados e a movimentação das equipes pelos andares e ambientes precisa ser limitada para que não sejam prejudicados serviços já realizados, como a colocação de pisos e demais detalhes de acabamentos, inclusive preservando portas e janelas dos respingos de tintas e esbarrões.

O produto é especialmente indicado para obras novas e reformas onde se deseja ter rapidez da colocação, com a garantia de que os ambientes venham a ter um acabamento diferenciado e confortável, sem que isso implique muito tempo de execução, como demandam as pinturas e aplicação de texturas. Pode ser aplicado sobre qualquer tipo de superfície lisa e desempenada, em construções tradicionais de alvenaria com revestimento argamassado ou sobre paredes de gesso acartonado.

O papel de parede tem sido muito utilizado em hotéis e flats, clínicas e edificações hospitalares, salas comerciais e áreas residenciais, em empreendimentos que aprenderam a reconhecer os ganhos de cronograma com a aplicação do produto. A instalação, feita com cola a base de água e a produtividade de um colocador experiente em frente de trabalho desimpedida pode chegar a 100 m2 por dia. O custo do papel aplicado é muito semelhante ao de uma pintura, com a vantagem de dispensar as etapas de preparação como emassamento, lixamento e seladora.

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     O papel de parede é nacional com padronagem internacional: cores pastéis neutras decoram ambientes de todos os tipos, com
      acabamento perfeito

De acordo com O arquiteto Luis Roberto Decaro, que há mais de 12 anos tem especificado o produto em seus projetos, o papel de parede é competitivo mesmo se você preparar a parede como para uma pintura normal. "A facilidade de manutenção e a ausência de defeitos justificam o papel de parede ao longo da vida útil do revestimento", garante. Ele acaba de entregar obras hoteleiras importantes exatamente dessa forma na região de Campinas, em quase 500 quartos revestidos com o papel tipo vinílico.

"Na chamada construção seca, com a utilização de paredes de gesso acartonado e tubulações embutidas, o papel de parede demonstra o seu melhor desempenho, principalmente porque pode ser aplicado diretamente sobre o os painéis de gesso e qualquer reparo ou alteração das instalações pode ser feito sem que sejam levados para dentro dos ambientes produtos e instrumentos de trabalho prejudiciais aos outros elementos da decoração", defende José Eduardo Trindade, diretor da Bobinex, fabricante nacional do produto.

Padrão internacional

Para responder ao aumento de demanda, a indústria nacional incorporou, nos últimos anos, os principais avanços internacionais, seja em termos de desenvolvimento tecnológico da matéria-prima ou em relação ao design. A padronagem quase sempre é importada, pois não há, ainda, uma cultura de desenvolvimento de desenhos para papel de parede entre os profissionais brasileiros, atividade que se apresenta como oportunidade para os designers que hoje se dedicam aos tecidos, por exemplo.

Em termos tecnológicos, não há diferença entre a produção nacional e os

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importados, pois ambos utilizam matéria-prima e maquinário semelhantes na fabricação. Já do ponto de vista estético, obviamente há muito mais opções entre os importados, mas nem sempre os estoques são suficientes para grandes aplicações. Os melhores fornecedores oferecem atendimento especial aos consumidores técnicos, com fornecimento programado, qualificação de instaladores e acompanhamento da colocação.

Surgido na China aproximadamente no ano 200 a.C., logo após a invenção do papel, o revestimento de papel para as paredes espalhou-se pela Europa no século XII, sendo que há exemplares desenhados com motivos religiosos que datam de 1418 e estão preservados na Royal Library em Bruxelas. A forma atual de comercialização, em rolos com padrões contínuos, surgiu em 1675, na França.

Hoje em dia eles são feitos a partir de um tipo especial de papel duplex, cuja principal característica é sua resistência ao rasgamento. Sobre ele, aplicam-se impressões em tinta vinílica, com os mais diversos tipos de desenho, na maioria das vezes em tons pasteis. Assim oferecidos ao mercado tem garantia de qualidade por no mínimo três anos e podem durar mais, dependendo do nível de iluminação dos ambientes. Segundo os fabricantes, esse tempo corresponde à vida útil do acabamento em tinta imobiliária.

O papel do PVC

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Para garantir maior longevidade e maior competitividade ainda surgiram os papéis de parede do tipo vinílico. Vários fabricantes em todo o mundo desenvolveram essa alternativa de papéis recobertos com uma película de PVC transparente que preserva melhor as cores e desenhos, dobrando a vida útil do material. Estes são indicados para ambientes cuja utilização é mais intensa como hotéis, hospitais e escritórios e torna-se muito adequado ao uso residencial, onde tendem a ser ainda maiores os cuidados de manutenção e limpeza em salas, dormitórios e lavabos.
A nova safra de hotéis e flats, para revestimentos de banheiros e  corredores, têm preferido ainda uma terceira alternativa: o papel deparede composto por um tecido impregnado pela película de PVC transparente. A durabilidade do material é garantida por 10 anos, e há aplicações com mais de 20 anos intactas. O produto e especialmente destinado a áreas de grande circulação, que possam receber limpeza intensiva com preservação total do revestimento.

"Embora disponível no mercado nacional há mais de 30 anos, o uso intensivo de papel de parede em projetos residenciais e comerciais foi renovado no país pela presença cada vez maior das cadeias internacionais de hotéis, cujos padrões de qualidade são muito exigentes e trouxeram de volta a cultura desse tipo de revestimento", confirma o arquiteto Decaro, que destaca, ainda, a limpeza do processo de aplicação e a eliminação do retrabalho nas frentes de obra como vantagens importantes para justificar a especificação.

No mercado nacional há uma grande variedade de tons, matizes, desenhos e texturas, além de "borders" (faixas) coordenados e bastante criativos para composição de revestimentos. A oferta de produtos importados também é grande e as variações de design dependem da demanda. A indústria tem capacidade para ampliar rapidamente sua produção e alternativas de desenho, até mesmo para receber encomendas especiais personalizadas, desde que os volumes correspondam ao mínimo de sua viabilidade econômica.

Fonte: Téchne Construção – Tecnologia – n.º 69 (dez./02).

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