
Papel de parede: beleza de película Filme de PVC viabiliza a fabricação de papéis de parede com grande vida útil para aplicações comerciais e residenciais.
O produto é especialmente indicado para obras novas e reformas onde se deseja ter rapidez da colocação, com a garantia de que os ambientes venham a ter um acabamento diferenciado e confortável, sem que isso implique muito tempo de execução, como demandam as pinturas e aplicação de texturas. Pode ser aplicado sobre qualquer tipo de superfície lisa e desempenada, em construções tradicionais de alvenaria com revestimento argamassado ou sobre paredes de gesso acartonado. O papel de parede tem sido muito utilizado em hotéis e flats, clínicas e edificações hospitalares, salas comerciais e áreas residenciais, em empreendimentos que aprenderam a reconhecer os ganhos de cronograma com a aplicação do produto. A instalação, feita com cola a base de água e a produtividade de um colocador experiente em frente de trabalho desimpedida pode chegar a 100 m2 por dia. O custo do papel aplicado é muito semelhante ao de uma pintura, com a vantagem de dispensar as etapas de preparação como emassamento, lixamento e seladora.
De acordo com O arquiteto Luis Roberto Decaro, que há mais de 12 anos tem especificado o produto em seus projetos, o papel de parede é competitivo mesmo se você preparar a parede como para uma pintura normal. "A facilidade de manutenção e a ausência de defeitos justificam o papel de parede ao longo da vida útil do revestimento", garante. Ele acaba de entregar obras hoteleiras importantes exatamente dessa forma na região de Campinas, em quase 500 quartos revestidos com o papel tipo vinílico. "Na chamada construção seca, com a utilização de paredes de gesso acartonado e tubulações embutidas, o papel de parede demonstra o seu melhor desempenho, principalmente porque pode ser aplicado diretamente sobre o os painéis de gesso e qualquer reparo ou alteração das instalações pode ser feito sem que sejam levados para dentro dos ambientes produtos e instrumentos de trabalho prejudiciais aos outros elementos da decoração", defende José Eduardo Trindade, diretor da Bobinex, fabricante nacional do produto. Padrão internacional
Surgido na China aproximadamente no ano 200 a.C., logo após a invenção do papel, o revestimento de papel para as paredes espalhou-se pela Europa no século XII, sendo que há exemplares desenhados com motivos religiosos que datam de 1418 e estão preservados na Royal Library em Bruxelas. A forma atual de comercialização, em rolos com padrões contínuos, surgiu em 1675, na França. Hoje em dia eles são feitos a partir de um tipo especial de papel duplex, cuja principal característica é sua resistência ao rasgamento. Sobre ele, aplicam-se impressões em tinta vinílica, com os mais diversos tipos de desenho, na maioria das vezes em tons pasteis. Assim oferecidos ao mercado tem garantia de qualidade por no mínimo três anos e podem durar mais, dependendo do nível de iluminação dos ambientes. Segundo os fabricantes, esse tempo corresponde à vida útil do acabamento em tinta imobiliária. O papel do PVC
"Embora disponível no mercado nacional há mais de 30 anos, o uso intensivo de papel de parede em projetos residenciais e comerciais foi renovado no país pela presença cada vez maior das cadeias internacionais de hotéis, cujos padrões de qualidade são muito exigentes e trouxeram de volta a cultura desse tipo de revestimento", confirma o arquiteto Decaro, que destaca, ainda, a limpeza do processo de aplicação e a eliminação do retrabalho nas frentes de obra como vantagens importantes para justificar a especificação. No mercado nacional há uma grande variedade de tons, matizes, desenhos e texturas, além de "borders" (faixas) coordenados e bastante criativos para composição de revestimentos. A oferta de produtos importados também é grande e as variações de design dependem da demanda. A indústria tem capacidade para ampliar rapidamente sua produção e alternativas de desenho, até mesmo para receber encomendas especiais personalizadas, desde que os volumes correspondam ao mínimo de sua viabilidade econômica. Fonte: Téchne Construção Tecnologia n.º 69 (dez./02). |
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