Os avanços
na medicina
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Os
avanços na medicina
Cerca de 800 mil toneladas de plástico
são consumidas na fabricação de produtos usados na área médica
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FOTO: RICARDO
BENICHIO/VALOR

No Incor, "coração de plástico ajuda
na sobrevida dos que farão transplantes |
As propriedades físicas e mecânicas dos polímeros
policloreto de vinila (PVC), silicone, policarbonatos, poliuretano e
seus co-polímeros -, fazem com que o plástico seja amplamente
aplicado em dispositivos médicos. "As
utilizações de materiais poliméricos, na área médica, têm se
destacado devido à grande variedade de propriedades físicas e
mecânicas que esses materiais oferecem, satisfazendo as necessidades
específicas dessa área. Podem apresentar a moldabilidade necessária
para determinados dispositivos, flexibilidade, transparência para
facilitar observações, rigidez, resistência à quebras, além de
outras propriedades de interesse", diz a engenheira Helena Oyama,
chefe do Laboratório de Polímeros da Divisão de Bioengenharia do
Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (USP).
Estimativas indicam que cerca de 800 mil
toneladas de plástico são consumidas na fabricação de produtos
usados na área médica, com uma participação aproximada de 45% em
relação a outros materiais. As resinas estão presentes na fabricação
dos mais sofisticados equipamentos utilizados nas cirurgias,
bem como nos mais comuns, porém
indispensáveis, acessórios, como luvas e
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coletores de material para exames, além de
revestir pisos, paredes e tetos de clínicas e hospitais. Muito além
das seringas descartáveis, seu uso mais conhecido, os polímeros são
aplicados na produção de catéteres, cânulas, tubos endotraqueais,
conectores, nos frascos de soro fisiológico, oxigenadores, próteses
ortopédicas e dentárias, dutos vasculares, entre outras aplicações.
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Na
transfusão de sangue, por exemplo, procedimento padrão na medicina de
emergência, são utilizados tubos e bolsas de policloreto de vinila (PVC).
As cânulas podem ser de silicone, PVC ou poliuretano; os conectores, de
policarbonato, que também é usado nos oxigenadores. As fibras de poliéster
(Dracon) são aplicadas em enxertos vasculares e revestimento dos anéis das
válvulas.
Na
Bioengenharia do Incor-USP, diversos tipos de polímeros são aplicados no
desenvolvimento de dispositivos descartáveis, catéteres, oxigenadores e
até na fabricação de ventrículos artificiais, que substituem as funções do
ventrículo do coração. Batizado com o nome de Dispositivo de Assistência
Ventricular - DAV-Incor, o "coração de plástico" funciona externamente,
preso à região do abdômen do paciente, e garante a sobrevivência dos que
serão submetidos a transplantes, enquanto eles aguardam órgãos de doadores
compatíveis.
O
desenvolvimento do "coração de plástico" representa, além do avanço da
cardiologia brasileira, economia de divisas. "Os ventrículos artificiais
importados têm um custo muito elevado, por exemplo. A Divisão de
Bioengenharia trabalha no sentido de nacionalizar cada vez mais os
equipamentos e dispositivos", afirma Helena Oyama. O maior problema é que
as pesquisas demandam investimentos, freqüentemente incompatíveis com o
orçamento do Incor, por isso, as parcerias e os patrocínios são
bem-vindos, diz a engenheira.

Fonte:
Revista Valor Setorial - Indústria do Plástico,
Ensino, pág 41, out/04,
por Lizete Teles de Menezes.
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