
Possibilidades do PVC para a embalagem O amplo leque de aditivos toma o PVC versátil; uma outra grande vantagem do material é a possibilidade de pequenas partidas Material que dá origem a diversas embalagens, o PVC (policloreto de vinila) pode ser uma boa alternativa para condicionar uma série de produtos. A favor do uso da resina estaria sua grande versatilidade. Edson Polistchuck, do Comitê de embalagens do Instituto do PVC, entidade que congrega a cadeia de valor do material no país, procurou passar essa idéia durante sua apresentação, "As possibilidades do PVC para a embalagem". Polistchuck esclareceu que, como não funciona puro, o PVC precisa ser necessariamente aditivado. Reside aí, na ampla gama de possibilidade de aditivação, a flexibilidade de trabalhar embalagens a partir dessa matéria-prima. "O que buscamos, no Instituto, é divulgar essa natureza dinâmica do PVC e esclarecer quanto à funcionalidade dos compostos do material, a base de qualquer boa embalagem", ele explicou. "Para dar idéia de como o PVC é dinâmico, podemos originar produtos transparentes, opacos, coloridos, rígidos, flexíveis, foscos ou brilhantes com ele." Os principais mercados para produtos baseados do PVC hoje são os de construção civil, laminados, eletroeletrônica, calçados, industria automotiva, bens médico-hospitalares e embalagens. Polistchuck apresentou uma série de laminas com exemplos distintos da aplicação do PVC, passando por aplicações médicas, calçados e usos na construção civil, com os indefectíveis tubos e algumas alternativas de decoração de imóveis, além, é claro, de embalagens. Em seguida, foram abordadas as técnicas de aditivação da resina, ponto central para dar idéia de como o material pode ser trabalhado para atingir características estruturais e de aparência para atender os mais diversos segmentos de mercado. Entre os aditivos comumente usados para dar performance ao PVC estão estabilizantes térmicos, modificadores de impacto, lubrificantes, plastificantes, retardantes de chama, agentes anti-UV, cargas, pigmentos, agentes de processo, fosqueantes, agentes anti-fog (usados nos filmes que, acopla- dos a bandejas, embalam carnes, frios e outros produtos em supermercados), agentes antioxidantes e agentes anti-estáticos. "A partir dessas aditivação, é possível por exemplo chegarmos a um frasco com total transparência, muito parecido com o vidro, coisa que nenhuma outra resina consegue", argumentou Polistchuck. Para usar eficientemente a resina, a partir do ponto-chave das aditivações, o profissional ressaltou a importância da ajuda de um técnico, que saiba indicar compostos corretos para se obter o produto acabado desejado. "A aditivação sempre leva em conta o que se quer no final, em termos de produto, e a máquina onde se esta fabricando esse produto", esclareceu Polistchuck. De acordo com o palestrante, as principais virtudes do PVC seriam a flexibilidade para produzir na máquina disponível, no caso de uma decisão de mudança da matéria-prima da embalagem, a flexibilidade para confeccionar pequenas partidas de frascos, para testes de mercado, "pelo fato de os moldes para produção de embalagens de PVC serem de custo acessível", e a flexibilidade para usar um fornecedor de pequeno ou de grande porte. Ao final, Polistchuck ainda abordou as possibilidades e vantagens do uso de rótulas termo-encolhíveis de PVC. Fonte: embalagem Marca Documento Especial, n.º 39, pág. 23 e 24, nov/02. |