
Líder absoluto na distribuição de água e condução de esgoto nas edificações, o PVC também se tornou solução definitiva em instalações de drenagem técnica de maciços de solo, na construção de ruas, rodovias, obras de terra, floreiras, controle de irrigação, áreas verdes e um sem número de situações específicas de obras civis ou locais que necessitam de drenos subterrâneos para o controle do nível de umidade de solos encharcados. Para essa função, a indústria desenvolveu uma linha específica de tubos corrugados de PVC, com resistências compatíveis com os esforços de compressão diametral ao qual ficarão sujeitos. A principal característica é a capacidade de absorção da água presente no terreno, a partir de micro-furações existentes ao longo de todo o duto, posicionadas nas reentrâncias das ondulações superficiais do tubo corrugado, cuja finalidade é coletar e escoar o excesso de água do subsolo. Os tubos de drenagem de PVC estão disponíveis nas cores cinza e amarela, nos diâmetros de 100 a 150 mm e de 65 a 110 mm respectivamente. A diferenciação de cores e bitolas se deve ao fato de algumas instalações exigirem tubos rígidos (cinza) e de maior diâmetro, enquanto outras aplicações requerem maior flexibilidade da tubulação (amarela), geralmente disposta mais livremente ao longa das camadas de drenagem. As linhas contam com conexões e acessórios apropriados ao encaixe rápido nas obras e também podem ser integradas aos tubos de drenagem pluvial e esgotos. Os tubos são oferecidos ao mercado em barras de 6 m e até 50 m contínuos em rolo (amarela), para instalações com menor número de juntas, com aumento da velocidade nas frentes de execução dos serviços. Os tubos são resistentes aos ataques químicos provenientes da contaminação dos maciços de solo ou chuvas ácidas e após o uso podem ser retirados e encaminhados à reciclagem. Na execução do dreno, o assentamento da tubulação deve ser feito sobre berço de brita grossa, em valas com ou sem revestimento externo de geotêxtil e largura mínima de 3 diâmetros do tubo. O fundo da vala deverá ter uma declividade mínima de 0,5 a 1% e os tubos podem ser posicionados em profundidades que podem variar entre 20 a 150 cm, dependendo do tipo de aplicação. Em locais com tráfego de veículos recomenda-se no mínimo 100 cm de cobrimento, que deve ser feito pela combinação de camadas de agregados cada vez mais finos conforme se aproxima da superfície e do reaterro. Fonte: Téchne, n.º 84, março/04. |