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PVC amplia seu espaço nas casas

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PVC amplia seu espaço nas casas

Material usado nos tubos e conexões ganha visibilidade também em
janelas, portas, divisórias e demais áreas das casas

Fabricado a partir do cloro que se extrai do sal marinho, o mesmo que tempera as receitas culinárias, o PVC – sigla do policloreto de vinila – vem se tornando um ingrediente cada vez mais presente no cardápio da construção. E é para ressaltar suas múltiplas aplicações neste e em outros setores que foi fundado, em setembro de 1997, o Instituto do PVC, desde então presidido pelo engenheiro químico piauiense Francisco de Assis Esmeraldo. "Somos o quinto instituto existente no mundo, e embora sejamos o mais jovem, já somos os maiores em número de sócios, com 50 empresas, que representam um faturamento da ordem de US$ 6,5 bilhões", comemora o dirigente.

Segundo Esmeraldo, pelo menos 67% de todo o PVC produzido no mundo – que leva em sua composição 57% de sal e outros 43% de petróleo – é aplicado na indústria da construção. Embora, quando se pensa no produto, o primeiro emprego que vem à mente seja o dos já tradicionais tubos e conexões para tratamento e transporte de água e saneamento básico, sua participação nos últimos anos vem ganhando espaço nas partes das casas, como pisos, janelas, portas convencionais e sanfonadas, perfis, forros e divisórias.

Os tubos de PVC e conexões são atualmente os campeões de aceitação na indústria da construção. Sua participação chega a 80% nas diversas dimensões, exceto em canos com diâmetro superior a 300 milímetros, nos quais o material ainda tem uma participação insignificante. "Esta barreira, no entanto, tende a cair, principalmente com o recente lançamento de tubos de PVC com diâmetro de até 400 a 500 milímetros", prevê o presidente do Instituto. Nesta área, lembra ele, o vinil tem como competidores diretos matérias-primas como cobre, ferro fundido e um parente próximo do PVC, que é o polietileno.

Por conta de sua elasticidade, o PVC consegue concorrer – mesmo nos quesitos economia e durabilidade. Aplicado em venezianas e portas, ele resiste a maresia e mudanças de clima, além de ser extremamente leve e de fácil limpeza. "Além de ser extremamente versátil, o PVC é 100% reciclável, o que permite que um piso possa virar um novo piso infinitas vezes", exemplifica Esmeraldo. "O PVC, cuja vida média é mais de 50 anos, é ainda o plástico que menos contribui para o lixo urbano, com uma participação menor que 0,6%."

Mesmo com um ciclo de vida longo, como qualquer produto desenvolvido pelo homem, o PVC pode oferecer riscos para a natureza e a sociedade. Por conta disso, o Instituto do PVC, além de difundir as virtudes técnicas e construtivas do produto, procura também alertar sobre suas características ambientais e orientar a cadeia produtiva no sentido de que cada elo adote posturas responsáveis, a fim de evitar desperdícios e resíduos. Servindo como fórum de discussões e orientação sobre novas tecnologias aos seus 50 associados, o órgão mantém também um site na Internet para o público em geral. "Recebemos perto de 60 mil visitas por trimestre", contabiliza Francisco de Assis Esmeraldo.

Fonte: Diário Popular - Caderno Construção & Reforma (24/06/2001).


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