
Cobaia de plástico reduz uso de animais em aprendizado A "Cobaia de PVC" é idêntica a um rato de verdade, tanto no aspecto esterno, como também internamente Instituto do PVC está lançando no mercado uma novidade que promete reduzir o uso de animais vivos no aprendizado de técnicas de microcirurgia. A "cobaia de PVC" permite simulações em treinamentos e experimentos laboratoriais. O produto, voltado para estudantes e profissionais da área médica, pode substituir o uso de ratos e camundongos. A cobaia de plástico, com tecnologia holandesa, traz um software acoplado que simula a aplicação da anestesia, tornando possível o controle da temperatura e respiração. A "cobaia de PVC" é idêntica a um rato de verdade, tanto no aspecto externo (aparência e textura), como no aspecto interno (coração, rins, fígado, veias e artérias). Conforme o assessor técnico do Instituto do PVC, Miguel Bahiense, este simulador permite realizar até 25 técnicas de microcirurgia. "Isto representa uma diminuição no uso de cobaias vivas de ate 90%". Bahiense aponta, entre outras vantagens, a de os estudantes poderem treinar as técnicas antes, para na fase final do aprendizado utilizar animais vivos. Após um período de testes o produto foi lançado oficialmente no Brasil, no começo de agosto, juntamente com a Escola Paulista de Medicina. A cobaia sintética já é utilizada em cerca de 40 países. Uma pesquisa realizada entre estudantes da Holanda que utilizam o produto apontou algumas vantagens como a de apenas aprender a técnica, sem a preocupação de manter a vida do animal. O assessor do Instituto lembra que a aplicação deste método de ensino também propicia uma economia para universidades e instituiçõs, pois reduz custos na manutenção dos animais vivos. "O Instituto do PVC quer facilitar aos órgãos e Instituições a aquisição desta tecnologia", explica Bahiense. Ha mais de 50 anos o PVC vem acompanhando as principais conquistas da área médica mundial. Sua utilização iniciou nos anos 40, em materiais descartáveis e com o início de cirurgias cardíacas, novas tecnologias foram desenvolvidas, passando o PVC a ser usado em larga escala. Atuação do Instituto O Instituto do PVC foi fundado em 1997, sendo uma entidade sem fins lucrativos, mantida pela cadeia do PVC. são 47 empresas associadas, desde fornecedores de matéria-prima ate produto final. Seu objetivo é fazer o mercado crescer através de informações técnicas, servindo de referência para a sociedade como um todo. O Instituto é uma das cinco entidades mundiais do gênero responsável pela difusão de aspectos relacionados ao PVC. As características do PVC (sua versatilidade, resistência, impermeabilidade, durabilidade e reciclabilidade, além de ser isolante térmico e acústico ), garantem aplicações em diversas áreas como: medica, construção civil, calçados e brinquedos, embalagens, indústria automobilística, entre outros. Mais de 65% do PVC no Brasil é destinado à construção civil. Além da construção de casas, janelas, também começam a ganhar espaço, pela sua longa vida útil, entre outras vantagens. Na Inglaterra, por exemplo, 75% das janelas são de PVC. Segmentos como o de embalagens para cosméticos também ganham destaque com a utilização do produto, a partir de novos modelos de acordo com variações da moda Fonte: Plástico Sul - n.º 19 agosto de 2002 - pág. 16. |