Grendene é caso a parte
Outras notícias 2003
Outros anos
Grendene é caso a parte
Foto Alexandre Machado

Matsuo: tênis de PVC Melissa inova ao
aliar
efeitos transparentes e fosforescentes nas
cores. |
“Moda
para nós é design concebido para industrialização”, define Edson Matsuo,
diretor de pesquisa e desenvolvimento da Grendene. “Somos uma exceção num
setor que insiste em focalizar o processo calçadista pela visão tradicional
incutida pela cultura artesanal do couro, ou seja, intensiva em
mão-de-obra e limitada em volume”.
Na
via oposta, a Grendene surfa numa produção na média anual de 120 milhões de
pares moldados apenas com PVC, a partir de compostos formulados pelo grupo.
Foi essa abordagem industrial do negócio que brindou a empresa com
pioneirismos que o diretor assegura de alcance mundial, caso de solados de PVC expandido. “O desenvolvimento não decorreu do composto, mas de ajustes
de máquina impensáveis para o próprio fabricante do equipamento”. Para Matsuo, em boa parte aquela noção defasada da realidade do setor provém de
uma parcela de estilistas de |
|
cultura diversa da formação de forte base
industrial que distingue os designers que a Grendene especializa
internamente. “É o que nos permite, por exemplo, transpor à linha de
produção as propostas estéticas de estilistas que assinam algumas linhas que
fornecemos”. |
Em
essência, o mix da Grendene envolve calçados com diversas versões de PVC em
seus componentes e modelos full plastic, 100% moldados com apenas um
tipo do vinil. “No primeiro caso, um exemplo é um solado de PVC expandido
com cabedal rígido”, esclarece o expert. Quanto ao full plastic, sua
melhor referência é a sandália Melissa, preferência nacional no gênero.
Matsuo comenta, a propósito, que o plástico em nada limita a criatividade do
estilista e sua imagem de artigo de massa bate com a vocação da Grendene
para altos volumes. Das tendências em cena na moda calçadista, o diretor
flagra o esforço por incrementar a aeração, textura interna e, na ala
full plastic, a exploração do apelo lúdico e bem-humorado inerente ao
plástico. Matsuo concorda que seguem firme os modelos plataforma, devido à
altura média da brasileira e, quanto à transparência, ele julga que, no
plano geral, esse recurso hoje se restringe a determinados componentes
externos e reduziu a presença em calçados full plastic. “Mas há
exceções como nosso tênis mais vendido, o tipo cristal, de apelo lúdico e
que assume a cor da meia”.
Fonte: Plásticos em Revista,
agosto/03 n.º 485, pág. 52,
Colaborou Cláudio Viegas

|