
Braskem ensina a construir com PVC Banheiro pronto e barato em PVC. Sistema construtivo canadense, adaptado ao Brasil pela Braskem, torna viável construção de banheiro em um dia A Braskem está apresentando um novo sistema construtivo em seu estande na 6ª Bienal Internacional de Arquitetura, que usa módulos em PVC. Bastante versátil, o sistema permite levantar um banheiro completo, incluindo o revestimento, em um dia e sem gastar uma fortuna. "O custo do metro quadrado varia muito, mas no caso do banheiro proposto aqui fica em torno de 70% a 80% do Custo Unitário Básico (CUB)", explica Eduardo Rozendo, gerente de desenvolvimento de mercado da Braskem.
O interesse da petroquímica que produz apenas a resina de que é feito o PVC, é ajudar a abrir novos mercados para o produto. "Para quem está volvido na produção, fica difícil enxergar novas possibilidades. Minha equipe trabalha exclusivamente nisso". O sistema apresentado na Bienal é um dos primeiros resultados da "tropicalização" de uma tecnologia de ponta canadense, de industrialização da construção civil. "As peças se encaixam como se fosse um grande Lego, formando uma peça oca", explica. Esse espaço é preenchido com concreto, ou qualquer outro tipo de material disponível, o que garante um leque quase infinito de aplicações. Para o estande da Bienal, a Braskem levou a solução encontrada para o projeto de saneamento de favelas e implantação de postos de atendimento do programa de Saúde da Família da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). "Neste caso, as peças em PVC serão preenchidas com concreto de baixa resistência", conta José Carlos Pierucetti, arquiteto da Braskem que traduziu o sistema para o módulo de sanitário unifamiliar. Segundo o arquiteto, a solução da Braskem viabilizou um projeto de 20 anos da Funasa. "Existem 16 milhões de pessoas sem banheiro em casa. O objetivo é melhorar as condições sanitárias dessas habitações da favela", diz. Construir um banheiro no sistema tradicional é totalmente inviável. Além do preço da construção em si, há problemas com roubo de materiais. "Com o módulo podemos fazer todo o trabalho em um dia. Além disso, se um morador acompanhar a montagem, pode aprender e levantar o seu sozinho", diz. Mas a maior vantagem é a possibilidade de entregar um banheiro eficiente no que diz respeito à higiene. "O PVC é fácil de limpar. Quando fica na alvenaria, o banheiro é insalubre", ressalta Pierucetti. O arquiteto também adaptou o sistema para a construção de postos de saúde. A planta básica tem 80 m2 e precisa de 30 dias para ser erguida. Nova cultura
A parede de PVC pode ficar aparente. "Tem uma proteção especial contra o ataque de raios ultravioleta e garante vida útil de 20 anos", explica. Ou receber uma camada de textura ou tinta, e ficar com a aparência que o morador escolher. "E se alguém bater com o nó dos dedos, vai achar que é feita apenas de concreto. O plástico não aparece", garante. Rozendo diz que o sistema pode ser vendido nas prateleiras do varejo. "A dificuldade maior é fazer com que o mercado entenda e assimile a tecnologia. E isso depende de experiência ", diz. Há várias outras experiências em curso. No Recife, por exemplo, um grupo está usando gesso no interior das paredes. "O gesso é estrutural e fica protegido da água dentro do PVC", explica Pierucetti. Já no Rio Grande do Sul, os banheiros ganharam um acabamento diferente no teto por causa do frio, e o preenchimento está sendo feito com solocimento. "Nos projetos de alto padrão, podemos usar também materiais expansíveis, que garantem leveza, conforto térmico e acústico nas paredes internas", conta Rozendo. As possibilidades de construção são as mesmas de qualquer outro sistema construtivo existente. "Por exemplo, paredes com resistência ao fogo, piscina, prédios com até cinco andares e até estações de tratamento de esgoto compacta", diz Pierucetti. A estação pode ser dimensionada para um bairro ou para apenas uma casa. Existem hoje apenas duas empresas no Brasil que produzem os módulos de PVC, uma delas trabalha em parceria com a Braskem. Informações no site www.projetandocompvc.com.br. Fonte:
O Estado de São Paulo, Caderno Construção
- 30/10/2005, |
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