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Íntegra
da edição n.º 9 Fios e cabos de PVC, as veias de uma construção Hoje em dia, é impossível passar algumas horas sem tocar em PVC. O material está presente em inúmeros produtos e acessórios da construção civil e no setor de decorações (veja matéria abaixo). Quando escondido entre blocos de concreto sob a forma de fios e cabos de baixa tensão revestidos de PVC, funciona como as veias de uma construção. Especialistas do setor de obras afirmam que o produto de PVC, além de ter custo menor, é seguro, pois possui componentes anti-chama, que em contato com o fogo atuam como inibidor e não inflamam. Usuário de fios e cabos de PVC há mais de dez anos, Irineu Aparecido Ferreira, Encarregado de Suprimentos da AK Engenharia, diz que nunca teve problemas, além de prático para trabalhar, o material é econômico em termos de mão-de-obra e transporte". O excelente custo-benefício é destacado pelo engenheiro civil, Ricardo Lahan, da Construtura Company, explicando que, do valor total de um empreendimento imobiliário, 5% se referem a gastos com instalações elétricas. "São muitos metros de fios; por exemplo, uma construção de 14 andares, com 168 flats, 12 unidades por andar, demanda o uso de cerca de 72 mil metros de fios (o que eqüivale à distância entre São Paulo e Santos), 7,2 mil metros de eletroduto e 8 mil metros de conduítes". O fator segurança é ressaltado pelo tenente Mauro Lopek da Divisão de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. "Quando a fiação está protegida por dutos de PVC ou de aço a construção recebe o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros". Dados de pesquisa feita pela corporação demonstraram que no ano de 1998 ocorreram 34.933 incêndios no Estado de São Paulo, e destes, 3.018 ou 8,6%, resultaram de instalações elétricas inadequadas (fiação exposta, várias tomadas ligadas a um só plug e falta de revisão anual das instalações). Na área de decoração, o PVC já é um dos produtos confecção de enfeites de natal, como pinheiros e bolas. Nos dois casos, reafirma a condição de ser confiável e versátil, que reproduz o objeto original. No caso de árvores a empresária Sandra Hauck, uma das proprietárias da Vanda Haukc Enfeites de Natal, de Porto Alegre (RS), há algumas décadas fabrica pinheiros de PVC e desde 1998 desenvolve o composto com PVC nacional. "O PVC possui vantagens: é ecológico, durável e suporta intempéries", afirma. Comercializando o produto para todo o Brasil, a empresa fabrica 1 milhão de árvores de Natal de PVC por ano. Do total, 600 unidades são vendidas à rede de supermercados Sonar. Há mais de 15 anos a Igaratiba Indústria e Comércio Ltda utiliza PVC na fabricação de bolas de Natal. O gerente de vendas, Sebastião José Pereira, diz que a empresa é pioneira nesse tipo de produção e até hoje não tem concorrentes. Além de semelhantes aos de vidro, os enfeites de PVC não quebram, não riscam, não perdem o brilho, são duráveis e atóxicos. Este ano a Igaratiba fabricará 6 milhões de enfeites, que serão comercializados pelas redes de supermercados Carrefour e Pão de Açucar. O caráter sócio-econômico e o capitalismo civilizado O caráter social de uma empresa é cada vez mais ampliado para muito além das fronteiras, pois até pouco tempo estava delimitado por ações benemerentes. Mais sofisticado hoje, esse caráter social se dá pelo desenvolvimento sócio-econômico, ressignificando o próprio conceito de mercado dentro de uma estrutura capitalista civilizada e não selvagem, que mantém desigualdades sócio-econômicas excludentes. Um mercado só se cria com população de poder aquisitivo capaz de absorver os seus produtos, de um sociedade culta, exigente, com responsabilidade civil, cidadã. A construção desse desenvolvimento sócio-econômico implica o emprego de talentos que, por não estarem disponíveis em quantidade no mercado, devem ser preparados. A formação é longa e não será gerada apenas pelo Estado. A empresa precisa se envolver nesse trabalho para sua própria consolidação e ampliação, fatores dependentes de uma sociedade bem estruturada. Com base nesse paradigma, outra vez, surge a necessidade de reforçar o espírito associativo entre universidades, instituições públicas e iniciativa privada. As empresas têm criado associações, para entender o processo pelo qual elas próprias, em dado momento, competem entre si, e em outros, buscam construir juntas o seu espaço de trabalho. As cadeias produtivas que sejam verticais: matéria prima - processo de produção - distribuição, utilização, que sejam horizontais: produtos complementares - subsistemas - sistemas, já entenderam que o consumo não resulta apenas ter no mercado produtos de qualidade e baratos; é mais do que isso: é o esforço conjunto para ampliar esse mercado, o que só se consegue pela melhor distribuição da renda. Isto equivale compreender que o desenvolvimento social faz parte da missão e dos objetivos das empresas. É com experiências como essas, em particular com o exemplo que a indústria de plástico pode dar pela sua ação na construção civil, que se arquitetam os caminhos da inovação tecnológica, indutora da especialização da mão-de-obra e da boa competição. E aí, ao alcance da mão, voltaremos ao desenvolvimento sócio-econômico, sem teses utópicas nem ações benemerentes, mas inserido em um capitalismo que se quer civilizado, cidadão, real. Por Francisco Landi Reciclagem do PVC é tema de livro e uma oportuniade de negócio Difundir que o PVC é um produto 100% reciclável e apresentar uma referência para os empresários potencialmente interessados em associar as vantagens de um empreendimento rentável ao bem estar da sociedade, é o objetivo do livro "Reciclagem Mecânica do PVC - uma oportunidade de negócio". Esta é uma iniciativa do Instituto do PVC, realizada em parceria com a Universidade de São Paulo - USP, e que contou com a colaboração de várias entidades da área acadêmica e empresarial para criar a nova literatura. Abordando o tema de forma pragmática, o trabalho apresenta um roteiro claro e instigante, que chama o leitor à tomada de decisões consistentes sobre os negócios de reciclagem mecânica do PVC. O livro pode ser adquirido no Instituto do PVC. Acontece: Agenda
Programa Oficial:
PVC em dia: Pelos Continentes China: Governo restringe uso de materiais tradicionais e incentiva produção de janelas de PVC O Governo chinês promove e facilita o uso de janelas de PVC em todo o país, e a intenção é de que, já em 1999, cerca de 20% das esquadrias sejam fabricadas com material plástico. Com isso, pretende paralisar o uso de aberturas de madeira em edifícios públicos ou naqueles com mais de três andares. Janelas de madeira só serão permitidas em residências particulares de luxo que utilizem matéria-prima importada. Devido à baixa qualidade de alguns produtos, técnicos do Governo da China estão atentos à aplicação de janelas que não respeitem as normas. Especialistas prevêem um aumento significativo no uso de PVC nos próximos anos naquele país. Austrália: PVC continua sendo utilizado pelo Comitê Olímpico Por ocasião da disputa para a escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2000, o Comitê Olímpico da Austrália pediu o apoio do Greenpace (GP) como forma de se destacar frente a outras cidades. O GP condicionou seu apoio à obtenção de um documento que levasse em consideração suas causas. Surgiu então o "Guia Ambiental para os Jogos Olímpicos de Sidney 2000" que, entre outras restrições, continham cláusulas contra o uso do cloro e do PVC. Como conseqüência, o Instituto SCIRO, principal entidade científica do país fez uma revisão na literatura especializada para esclarecer dúvidas quanto ao PVC. Os resultados mostraram que o PVC é um produto tão adequado ambientalmente como seus concorrentes. Reconhecendo o erro inicial, já em julho de 1997, o governo afirmou que os materiais seriam escolhidos exclusivamente por critérios técnicos e científicos. Espanha: Consumo de plásticos aumenta 10%, com destaque para PVC na construção No período de 1997/1998 o consumo do plástico aumentou significativamente entre os espanhóis, e a tendência é de que este crescimento se mantenha em 1999. A informação destaca o avanço das aplicações de PVC nos artigos da construção civil como fator determinante para este incremento no consumo. Os dados da ANAIP, associação espanhola dos produtores de materiais plásticos, mostram que as vendas de PVC tiveram um aumento de 10,5%. Vida contemporânea "Playground" seguro tem piso de PVC A Safe-Kids, organização não-governamental, com sede em Washington D.C. realizou uma ambiciosa meta: construiu um playground com piso de PVC, considerado modelo de segurança. Os pisos foram escolhidos devido à sua atoxidade e por serem ideais na prevenção contra agentes alérgicos como fungos e bolores. Por isso, os pisos de PVC são muito usados em enfermarias e hospitais, principalmente em salas de cirurgia. A segurança das crianças é o principal objetivo da organização, que realiza campanhas em toda América do Norte e que são lideradas pelo cirurgião-pediatra Dr. E. Koop, reconhecido internacionalmente pelos estudos na área de pediatria, e coordenador da Sociedade Americana para a Ciência e a Saúde (ASCH). Produtos de PVC restauram e embelezem cidades Por meio da aplicação de produtos de PVC substituindo com grande vantagem materiais tradicionais, as janelas de PVC são exemplo de aplicações que estão sendo utilizados pelos alemães na restauração de prédios antigos. Poder público e iniciativa privada vêm investindo na renovação de edifícios com o uso de produtos de longa vida útil e fácil manutenção. O PVC ganha espaço entre os arquitetos e urbanistas, graças à sua versatilidade e à facilidade de instalação e conservação. Na cidade de Leipzig, as fachadas e interiores dos prédios são restaurados pela instalação de eletrodutos, portas, forros e janelas de PVC, e estas com o mesmo efeito das antigas janelas de madeira. PVC garante instalações seguras: No rastro dos grandes segmentos econômicos No ano passado as indústrias brasileiras de fios e cabos de metal revestidos por PVC, produziram 100 mil t do produto. Considerado um dos termômetros da economia do País, o setor, este ano, responderá por uma produção de 92 mil t ou 8% a menos do que em 1998. O resultado reflete o desaquecimento da construção civil e a redução da produção de automóveis que, entre outros segmentos, são sinônimos de saúde econômica e onde o uso de fios e cabos é intensivo. Segundo o Diretor de Marketing da Pirelli Cabos, Jorge Minas Hanmal, no próximo ano o desempenho do setor deverá ter recuperação de 5% sobre o resultado de 1999, chegando ao total de 96,6 mil t de fios e cabos produzidos. Para a indústria do PVC, os dados são importantes, pois 5,5% das 650 mil t dessa resina produzida no Brasil, anualmente, são consumidas por este setor. Para se ter idéia da participação do PVC nessa indústria, 40% do peso total da produção de fios e cabos refere-se ao PVC. No Brasil, a Pireilli Cabos detém 30% do mercado de fios e cabos revestidos por PVC, que é garantido pela unidade de Sorocaba, no interior paulista. Arco-íris elétrico O que significam as diferentes cores, dos uma instalação elétrica? Encontrados em tons preto, branco, vermelho, verde, azul claro e amarelo, os fios elétricos para sistemas de baixa tensão são todos iguais, independente das cores. Os fios de cores diferentes são usados apenas para determinar, no conjunto da instalação, quais são alimentadores do quarto, da sala e da cozinha em uma residência, por exemplo. O fio-terra é o único diferenciado pela cor: verde com um friso amarelo. Passos largos à evolução Além do crescente consumo de PVC em fios e cabos, as características do produto vêm se sofisticando através das décadas. Inicialmente, pela ação de um curto-circuito, o PVC se transformava em pavio, podendo causar incêndios pela propagação do fogo. A partir dos anos 80, o problema foi superado por meio de composições especiais do PVC para esta finalidade, que passaram a conter quantidades maiores do aditivo anti-chama. Hoje, o teste de segurança se dá pela exposição do fio de PVC ao fogo emitido por um maçarico durante 30 minutos. Cessando a ação do fogo, a chama se extingue imediatamente. Dupla segurança Ainda nos anos 80, os instaladores de sistemas elétricos receberam os cabos com cobertura de PVC mais escorregadios, facilitando a introdução dos fios pelos conduítes embutidos nas paredes e pisos das construções. E, nesta década, a novidade é a cobertura com dupla camada de PVC, pois proporciona maior resistência mecânica a dobras enrolamento e pressão dos fios, além de isolar totalmente o condutor de metal, para que a energia não se propague e nem provoque choques. A era pré-PVC E quando não havia PVC? Até o início dos anos 50, os cabos, como o do ferro de passar roupas, por exemplo, eram revestidos por cordões têxteis trançados. Já os fios, envoltos em papel impregnado com óleo, ficavam isolados do contato externo e inclusive da umidade. Há meio século, a indústria de fios e cabos passou a usar o revestimento de PVC. Sua evolução, passou pela padronização dos compostos de resina termoplástica, via normas técnicas, de acordo com as necessidades e legislação de cada país. Clique aqui para fazer o download (0,56 MB) |