PVC Atualidades 7

O PVC

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Íntegra da edição n.º 7
abr/mai/jun 99

Matéria de Capa:

 PVC em casa: cada vez mais essencial

Longe do preconceito "assopra e cai" ou da necessidade de incluir nas compras da construção um pacote de analgésicos (para prevenir as dores de cabeça que certamente se teria), o PVC vem conquistando cada vez mais espaço, do subsolo ao teto, em obras de habitação. No ano passado, 68,7% das 704 mil toneladas de PVC consumidas no Brasil tiveram como destino a fabricação de materiais para uso na construção civil. Somado às vantagens já conhecidas, como resistência, durabilidade, facilidade de limpeza e isolamento térmico, acústico e elétrico, os produtos de PVC entram na era do "faça você mesmo". A Medabil impulsiona essa verdadeira mania nacional dos fins de semana, com os revestimentos para parede, em placas de PVC, com encaixe, nas cores branca, areia e cinza, e nos padrões cedro e cerejeira. O forte argumento da economia se une à qualidade e segurança do PVC, que não propaga fogo e é durável, pois o material é imune ao cupim e à umidade, e dispensa pintura. Mas a Medabil não fica só nisso: produz forros para teto, janelas e portas de PVC, entre outros produtos para facilitar a vida de quem constrói ou reforma.

Quem não lembra da introdução do PVC em um segmento que, há 50 anos, era dominado por instalações de metal, tem fortes razões para o esquecimento. Urna vez instalados, garante a Fortilit, os tubos e conexões de PVC para água e esgoto duram tanto quanto a vida útil da obra. E, em meio século, a sofisticação das instalações de PVC chegaram a provocar a imaginação e ousadia de engenheiros e arquitetos, que tiraram os tubos e conexões do interior das paredes, expondo-os como mais um detalhe de decoração. Já a flexibilidade do material em PVC permitiu novos formatos ao rígido concreto. Se a qualidade já foi comprovada, a variedade não fica por menos. Outro exemplo é a Akros, de Joinville (SC), que oferece ao setor de construção civil mais de 700 produtos que vão de tubos e conexões de PVC e acessórios sanitários a soluções revolucionárias, como os ralos antiinfiltração (uma aba acoplada ao ralo sob o chão evita a infiltração da água no concreto) e antiespuma (um sistema de PVC que elimina a espuma, evitando o transbordamento). Os dois produtos, que nasceram com a qualidade Akros (empresa certificada pela ISO 9002), foram premiados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A Akros tem capacidade para transformar 79.200 t/ano, e 95% da produção se dirige ao segmento de saneamento básico predial. A empresa vem crescendo à média de 27,5% ao ano na última década - no ano passado, o mercado de construção civil teve incremento de 19% em comparação a 1997. Já a Tigre, que inaugurou o Sistema 100% Plástico para redes públicas de saneamento básico, e já detinha significativa participação no mercado de tubos e conexões, avança na interligação dos dois sistemas. Para isso, lança o TIL (Terminal de Inspeção e Limpeza), peça injetada de PVC em formato hexagonal, com entradas de tubulação do esgoto residêncial e saídas para tubulação de esgoto público, para ligação entre as redes coletoras de esgoto residencial e a pública.

Opinião: 

Repensar as metrópoles

A temporada de chuvas nas metrópoles do Sul-Sudeste, com sua seqüela de inundações reitera a necessidade de repensar as metrópoles, seus métodos de gestão do meio físico e seus formatos político-administrativos - anacrônicos, obsoletos. Ao longo dos séculos, pemiitiu-se a impermeabilização quase total do solo, com as construções e asfaltamento das vias, reduzindo a quase zero a possibilidade de infiltração natural das águas de chuva. Ocupou-se as margens dos cursos d'água, favorecendo a erosão, o assoreamento e a geração de lixo não recolhido, que vai para os mananciais. Adotou-se como política a deposição nos rios de esgotos e efluentes industriais sem tratamento. Que se esperava que acontecesse em rios cujo regime natural já é o de inundações e ainda tiveram sua calha reduzida pelo assoreamento? Ainda assim, em suas margens inundáveis foram implantadas as principais vias expressas das cidades.

O professor Ladislau Dowbor, da PUC de São Paulo, fez as contas: numa chuva de 100 milímetros, podem cair sobre os 1.500 quilômetros quadrados do município de São Paulo até 150 milhões de toneladas de água, que correm para o leito dos rios assoreados, que já não agüentam sua vazão própria. E a maior parte das "soluções" só agrava o problema: canalizações que fazem chegar ainda mais água e mais depressa aos leitos congestionados, "piscinões" que custam fortunas e espalham vetores de doenças; ocupação dos poucos espaços marginais aos rios com parques de lazer, monotrilhos etc., que adensam a ocupação humana em áreas que deveriam ser reservadas exclusivamente à percolação. Não se cogita de cumprir os códigos de obras (reserva de espaços para a infiltração em cada terreno), de estimular a retenção temporária de águas - em instalações especiais ou em simples tambores, como se faz em outros países. O mesmo raciocínio vale para os transportes nas grandes cidades, onde os congestionamentos produzem deseconomias de escala (com o tempo e os combustíveis gastos também durante as inundações), transferência de empresas, redução na arrecadação de impostos (e redução de recursos hídricos), desemprego etc.

Apesar disso, continuamos a gerir estas cidades como se fosse possível diagnosticar todos os complexos problemas de territórios e populações imensas a partir do gabinete de gênios iluminados. Sem descentralizar o poder nem conduzir a delegação, entregando progressivamente a gestão - e os recursos - à própria sociedade, que conhece melhor e mais de perto os problemas. E o que é pior, as chamadas metrópoles emergentes, como Campinas e São José dos Campos, repetem os mesmos erros. Talvez devêssemos começar a pensar em alguns exemplos do Primeiro Mundo, que tanto gostamos de imitar. Recentemente, os ministros do Meio Ambiente dos países da bacia do rio Reno adotaram uma decisão histórica: vão "parar de brigar" com o rio, de fazer obras de retificação, canalização etc. Vão financiar quem quiser desocupar as margens (os que não quiserem assumirão riscos). E deixarão o rio seguir seu "curso natural".

Já os ingleses, cansados de enfrentar sem êxito os congestionamentos urbanos, principalmente em Londres, resolveram fechar ao transporte individual vias públicas permanentemente congestionadas. Deu resultado. Ou as pessoas passaram a recorrer a transportes coletivos ou buscaram vias alternativas. Estes ingleses, no início da década de 70, já haviam reunido um grupo de cientistas, que chegaram a algumas conclusões: aglomerações humanas a partir de 5 mil pessoas começam a gerar deseconomias progressivas com as supostas soluções (coleta de lixo, coleta e tratamento centralizado de esgotos, necessidade de transportes coletivos e individuais etc.). Por isso, dever-se-ia pensar em reorganizar a ocupação a partir de redes de comunidades inferiores a 5 mil pessoas, tanto quanto possível auto-suficientes e suprindo, umas às outras, o que cada uma não pudesse resolver sozinha. A proposta virou livro ("Manifesto pela sobrevivência"). Talvez não seja possível agora tanta radicalidade. Mas é possível repensar as metrópoles brasileiras. E mudar de rumos. Logo.

Por Washington Novaes
Jornalista.

Acontece:

Agenda 

12/05, 4a feira, das 8h30 às 10h30
Café da manhã com a ecologistaLaura Tetti
Tema: Ecologia & Meio Ambiente: são atividades compatíveis?, promovido pelo Instituto do PVC
Local: Hotel Sofitel, sala L’Orangerie II. R. Sena Madureira, 1355, Bloco I – Ibirapuera, São Paulo – SP.

23/05 a 26/05, das 8h00 às 18h00
6o Encontro Anual do “The Vinyl Institute”
Local: The Four Seasons Resort. Dallas, Texas – EUA.

26/05, quarta-feira, das 9h00 às 12h00
“3o Seminário das Comissões Técnicas”, da ABPol
Palestra: “Incentivo à Reciclagem do PVC”, pelo Eng.º Miguel Bahiense Neto, Instituto do PVC
Local: Auditórioda Fiesp, Avenida Paulista, 1313 – 10º andar, São Paulo – SP.

27/05, 5a feira, das 9h00 às 17h00
Seminário: Gestão Integrada da Coleta Seletiva, promoção do Cempre e Fiesp
Local: Auditório da Fiesp, Av. Paulista, 1313, São Paulo – SP.

29/06 e 30/06, das 8h30 às 17h30
Curso: Polímeros para Embalagens, promovido pela ABPol (Associação Brasileira de Polímeros), com apoio do Instituto do PVC
Local: Abimaq. Av. Jabaquara, 2925 – Jabaquara, São Paulo - SP.

PVC em dia:

 Pelos Continentes

 

Alemanha: Conselho reconhece as qualidades e vantagens do PVC –A mais importante e politicamente independente organização ambientalista que assessora o governo alemão declarou em seu "Relatório do Meio Ambiente de 1998", que os riscos à saúde e ao meio ambiente relacionados com o PVC quando comparados a outros plásticos, hoje, já não podem ser vistos de maneira tão rígida que justifique qualquer restrição ao seu uso. O relatório destaca as qualidade técnicas do PVC, entre elas as novas tecnologias de reciclagem. Além disso, o fato da molécula de PVC conter 57% de cloro torna-o um material antichama. Entre as vantagens ecológicas do PVC, o relatório cita a economia de energia e sua eficiência na produção, a longa durabilidade dos produtos e o baixo custo de manutenção. O relatório menciona, ainda, que as emissões de dioxinas pelos incineradores de resíduos urbanos não estão relacionadas à quantidade de PVC incinerada.

 

Estados Unidos: FDA reafirma a segurança do uso do PVC na área médica "Nós acreditamos que as bolsas e os demais artigos médicos em PVC usados no manuseio do sangue, além de outros usos nessa área, incluindo as mangueiras para diálise, são seguros". Essa afirmação foi feita pelo Dr. Bruce Burlington, diretor do Centro de Controle de Artigos para Saúde e Radiologia, do FDA (Food and Drug Administration), órgão americano responsável pela liberação dos medicamentos, equipamentos e materiais utilizados nas áreas médica e farmacêutica. 

 

Brasil: Estande do Instituto do PVC na Brasilplast'99 atrai centenas de visitantes em busca de informações sobre o produto O estande do Instituto do PVC na Brasilplast99 atraiu centenas de visitantes em busca de mais informações sobre os usos do PVC - ainda pouco conhecidos pela sociedade. Produtos feitos com PVC e usados na área médica, brinquedos, embalagens, entre outros, chamaram a atenção do público que, normalmente, associa o PVC somente aos tubos e conexões. Empresários e técnicos em busca de informações sobre o mercado de PVC, professores e estudantes procurando literatura técnica sobre processos e reciclagem, além de consultores de governos estaduais tentando atrair empresas da cadeia produtiva do PVC para seus respectivos Estados, foram a tônica das visitas. A reciclagem do PVC também incitou a curiosidade dos visitantes interessados na área ambiental. A equipe do Instituto do PVC distribuiu informativos sobre o produto e esclareceu dúvidas sobre a relação do PVC com o meio ambiente.

Vida Contemporânea

Água, construção e PVC: amigos inseparáveis nos países baixos – As aplicações do PVC se superam a cada dia. Na Holanda, dois novos aquedutos foram construídos na província de Frisia e receberam coberturas de filme de PVC em sua impermeabilização. Os aquedutos, por onde passam pequenas embarcações, são verdadeiras "pontes" sobre as rodovias. Esses filmes de PVC (1,2 rnm) tiveram que obedecer a diversos e rigorosos critérios técnicos, entre eles a resistência a ataques ácidos e a longa vida útil do material.

Instituto Científico compara o impacto ambiental de diferentes materiais e indica o PVC como o melhor – Arquitetos e construtores americanos preocupados com o impacto ambientar de suas construções solicitaram ao "NIST - National Institute of Standards and Technology", instituto especializado na área de construção civil, o desenvolvimento de uma ferramenta científica comparando os diversos materiais usados no recobrimento de pisos. Os materiais testados foram os pisos de PVC, carpete de linoleum e revestimentos de cerâmica. Os resultados mostraram que os pisos de PVC tiveram um desempenho ambiental 20% a 30% melhor do que os materiais alternativos e entre 90% e 170% melhor do ponto de vista econômico. Os critérios para comparação foram as emissões líquidas e gasosas, além dos resíduos sólidos gerados ao longo de toda a vida desses produtos. O software desenvolvido para analisar os dados chama-se "BEES - Building for Environmental and Economie Sustainability", e deverá ser adotado como padrão por associações de engenheiros e arquitetos preocupados com a questão ambiental.

PVC na construção civil:

PVC na Feicon'99: do subsolo ao teto

A 7a Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon’99), no Anhembi, em São Paulo, de 27 de abril a 1o de maio, contou com a presença de 7 sócios do Instituto do PVC entre os 550 expositores nacionais e estrangeiros. Eles mostraram que o PVC é capaz de oferecer, com muita competência, soluções técnicas e design arrojado da infra à superestrutura na construção civil, com economia e durabilidade que superam os materiais tradicionais. O antigo conceito de fragilidade que o material plástico suscitava, desaparece frente a tubos e conexões que provam, há 50 anos, a imunidade à corrosão e à pressão, fios e cabos antichama, pisos de fácil colocação e manutenção, assim como as novidades em revestimentos para parede e forro, passando por janelas e portas, até o revestimento externo que imita materiais tradicionais, mas não sofre com a ação do clima e do tempo, e nem com o ataque de cupins e ácaros, por exemplo. Para se ter idéia da economia gerada pelos novos materiais, enquanto a instalação de uma porta pelo sistema convencional exige 15 decisões de compra, a opção pela esquadria de PVC requer apenas a escolha do produto, que é feito sob medida e sai da fábrica pronto, com contramarco, dobradiças e maçanetas incluídas.

De olho na concorrência

De olho nas inovações cada vez mais sofisticadas do segmento de abertura, a Petroll levou à Feicon’99 portas e janelas de PVC com detalhes quadriculados (aberturas com apliques reticulados), nas versões de abrir, com dobradiças, ou de correr. E garante: os preços da indústria nacional já são de 15% a 20% menores em comparação aos dos similares importados. Os forros de PVC para teto e parede de ambientes internos, em cores e nos padrões marmorizados, pinus, mogno e cerejeira, também forma vedetes no estande da Petroll.

Com PVC, cola

Nos últimos dois anos, a Akros lançou 200 produtos, dos quais 95% em PVC. Mais do que simples itens, porém, a Akros vem inovando em soluções para a construção civil. O Adesivo Plástico Extra Forte, que substitui as braçadeiras na junção de tubos de PVC (bitolas de 60 a 110 milímetros) para alta pressão de água, foi um dos lançamentos da Akros durante a Feicon’99. Com a nova cola de PVC, a Akros pretende somar 10 pontos percentuais ao seu “market share” atual de 25% no segmento brasileiro de adesivos de 200 toneladas por mês. Como? Simples: até o lançamento do Adesivo Plástico Extra Forte, não havia solução com igual resitência, viável economicamente e, ainda, desenvolvida conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABTN). Agora tem, inclusive para exportação: o adesivo atende às normas técnicas internacionais de qualidade.

Tigre brasileiro

A nossa é melhor do que as asiáticas. A brasileira Tigre entra no mercado com estética exclusiva, provando que, para a indústria, as janelas e portas de PVC são mais do que uma variação sobre o mesmo tema. O PVC permite novos deigns, como a parte superior da janela em forma de arco, e ao mesmo tempo pode ser moldado em formas tradicionais, com o mecanismo tipo guilhotina. Da fábrica de Indaiatuba, interior de São Paulo, também estão saindo venezianas, portas e janelas com dobradiças ou de correr.

Sintonia fina

No Brasil, janelas e portas de PVC representam apenas 1% do US$ 1 bilhão movimentado anualmente pelo segmento de esquadrias. Um grande mercado a ser conquistado, a exemplo do que ocorre na Europa, onde, das 83,5 milhões de esquadrias comercializadas em 1997, 36% eram de PVC. Apostando todas as fichas nas boas perspectivas, a Multiplast lança as portas articuladas de PVC, para ambientes internos. Nas versões com vidro ou folhas de veneziana fixa, e nas cores cinza, branca e bege, as portas articuladas são uma alternativa às sanfonadas e às confeccionadas com produtos tradicionais. 


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