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Íntegra
da edição n.º 6 Matéria de Capa: O médico Roger Chammas, da Escola Paulista de Medicina, afirma que no dia-a-dia de enfermarias e ambulatórios a atenção dos profissionais da área de saúde está voltada aos problemas que devem ser resolvidos visando ao bem-estar dos pacientes. "Porém, presta-se muito pouca atenção ao que, por não gerar problemas, está consagrado pelo uso e que, anonimamente, já integra os ambientes hospitalares. Produtos feitos de PVC são exemplos deste último grupo, fazendo parte da rotina de enfermarias há quase meio século", observa Chammas, que é pós-doutorado em Oncologia Experimental, pela Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos. Muito além das enfermarias, o PVC salva milhões de vidas, desde que seu uso passou a ser comum em tubos e conexões, para levar água potável a cada lar, evitando doenças como cólera e dengue. Nos hospitais, o PVC desempenha várias funções, como tubos e catéteres para o sangue, o soro, o oxigênio e até a drenagem de órgãos debilitados. Como bolsa de sangue o PVC é utilizado para armazenar produtos vitais, que podem ser conservados durante mais de um mês, suportando a refrigeração. E, usado como manta sobre os colchões nos berçários, protege os bebês, por ser fácil de limpar e desinfetar. Máscaras para inalação, luvas cirúrgicas e produtos ortopédicos são outras utilizações do PVC. Mas ele não se limita ao papel de matéria-prima dos equipamentos médicos. Os próprios hospitais, por praticidade e segurança, revestem paredes pisos e forros com PVC, pelas suas características antichama e de fácil limpeza e esterilização. Em casos de atendimentos de emergência, fora de hospitais, como em vias públicas, as características de fácil empilhamento, estocagem e manipulação do PVC viabilizam os trabalhos na unidade móvel. Os produtos descartáveis fazem com que os paramédicos não necessitem entrar em contato com materiais contaminados. Nas prateleiras das farmácias, o PVC é considerado ideal para acondicionar medicamentos, por suas propriedades como impermeabilidade aos odores e proteção contra oxidação, por exemplo. Os mais de 40 anos de uso do PVC na área médica, em todo o mundo, provam na prática que este tipo de plástico é o mais adequado para esta aplicação. Em contato com o corpo humano, o PVC não reage e, melhor ainda, é maleável e adaptável à anatomia humana. Sua transparência permite a visualização de qualquer irregularidade no interior dos utensílios, como bolhas de ar, entupimentos e incrustrações, problemas que, se não são resolvidos a tempo, geram complicações. Ao mesmo tempo, o PVC facilita a identificação de materiais, pois sua natureza permite o uso de rótulos de longa duração. Outra característica importante nos materiais para uso hospitalar é a garantia de vedação. Nesse caso, o PVC é material que oferece condições de soldagem mais segura, à prova de vazamentos e de contaminação proveniente do ambiente externo. A leveza do PVC proporciona economia no transporte e na instalação dos artigos que ficam suspensos, assim como uma melhoria na ergonomia necessária aos trabalhos da equipe médica. A variável ambiental A indústria tem diante de si um desafio: mostrar à sociedade que ela está de fato preocupada em melhorar os seus processos de produção, tomando-os cada vez melhores e mais limpos. Para isso, é fundamental que a variável ambiental esteja incorporada ao cotidiano das empresas. Dessa forma, estaremos sempre preparados para eventuais investidas contra nossas unidades industriais. Devemos ser parceiros da luta contra a poluição, até porque esse tema valoriza a qualidade e ajuda a desestimular a concorrência desleal, via utilização de matérias-primas e processos não adequados às normas técnicas e à legislação ambiental vigentes. O Instituto do PVC é uma entidade
criada há pouco mais de um ano, para representar toda a cadeia produtiva do PVC. E sua
atuação tem sido sempre pró-ativa, preocupada com a melhoria dos processos industriais,
com a segurança dos produtos finais e com o respeito à legislação brasileira. Nessa
linha, o Instituto criou, entre outras ações, o Comitê do Brinquedo de PVC Seguro, para
acompanhar o cumprimento das normas técnicas brasileiras que conferem qualidade e
segurança aos brinquedos manuseados pelas crianças do País. Esse nosso modo de agir nos
dá tranqüilidade para alertar, por exemplo, sobre a necessidade da observância dos
rígidos critérios técnicos, quando são feitas denúncias sobre a qualidade de um
determinado produto ou sobre possível contaminação do solo, do ar ou da água.
Por Francisco de Assis
Esmeraldo, Após 11 meses de preparação, que incluiu a implantação de tecnologias limpas, treinamento de pessoal e auditoras da certificadora holandesa-brasileira Det Norsk Veritas (DNV), a Rionil Compostos Vinílicos conquistou a ISO 1400 1, em dezembro, para sua unidade industrial instalada em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. "A certificação ISO 14001 garante aos clientes que nosso processo de produção atende plenamente a legislação ambiental vigente, e no qual a Rionil continua investindo para a redução de perdas, otimização do uso dos recursos não renováveis e na reciclagem, ressalta o presidente da Rionil, Alain Besse. A Rionil, sócia do Instituto do PVC, tem capacidade total para transformar 16 mil toneladas/ano de PVC em embalagens para as indústrias farmacêutica, alimentícia e de cosméticos, entre outros segmentos. Alguns dados sobre o PVC foram decisivos para que a Rionil obtivesse a certificação: a embalagem de PVC é 100% reciclável, e, por ser comprovadamente atóxico, o PVC pode entrar em contato diretamente com fármacos, alimentos e bebidas. Acontece: Agenda
Via Internet Em 1998, a página do Instituto do PVC na Internet, recebeu 1503 visitas por mês. Desse total, 289 visitantes consultaram a página em inglês, 190 em espanhol, e 1024 em português. Procurando sempre a melhoria dos seus serviços, em janeiro deste ano, a home page foi atualizada, trazendo, entre as novidades, links para endereços de outras institutições de áreas afins. PVC em dia: Pelos Continentes
Espanha: Embalagem de PVC é segura Foi essa a conclusão de uma comissão formada pelo governo espanhol para estudar os possíveis impactos ambientais que poderiam ser causados por embalagens de PVC. Participaram deste grupo representantes dos Ministérios da Saúde, Agricultura, Economia e Indústria, além do Sindicato de Trabalhadores, entidades científicas e acadêmicas, representantes da indústria de PVC e Organizações Não Governamentais (ONGs). O estudo concluiu que:
Austrália: Mudança de estrutura O Conselho do PVC da Austrália (The Vinyl Council of Australia) foi incorporado em julho de 1998 pela PACIA (Associação das Indústrias de Plásticos e das Indústrias Químicas). O objetivo dessa alteração é asseguras que a indústria do PVC tenha um desenvolvimento sustentável, ratificando e promovendo a importância dos produtos de PVC para a sociedade. Os esforços do novo Conselho estarão concentrados na ampliação do uso do PVC e na divulgação do desempenho deste produto em relação ao meio ambiente. China: Aproveitamento de resíduos A Chori Co., empresa chinesa de produtos têxteis, passará a utilizar refugos industriais de PVC na produção de fibras para isolantes acústicos. A empresa, localizada na Província de Shandong, prevê que serão utilizadas grandes quantidades de PVC, à medida que é crescente a demanda por este tipo de aplicação que abrange veículos, casas e equipamentos eletrônicos.
Estados Unidos: O PVC no próximo milênio De olho no aumento de sua receita, a empresa americana Edison Polymer lnovation Co. (Epie) está trabalhando para transferir ao setor privado pesquisas sobre novos tipos de resina, produtos finais e aplicações para o PVC que estão sendo realizadas por importantes universidades americanas. Essa iniciativa decorre da constatação de que, se os produtos de PVC a serem produzidos no ano 2020 forem iguais aos atuais, a indústria obterá receita da ordem de US$ 48 bilhões. Já com o uso dos novos desenvolvimentos será possível que a receita supere os US$ 61 bilhões. Conservação de recursos naturais O grande uso do PVC na construção civil (64% da produção é destinada a este segmento, principalmente em habitações) reduz drasticamente a destruição das matas e florestas. Além disso, o PVC proporciona economia de petróleo, pois utiliza somente 43% de eteno em sua composição. Assim, contribui de forma significativa para a conservação dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente. PVC até
embaixo d'água
Uma co-produção anglo-germânica faz sucesso. Trata-se da capa de proteção para
telefones celulares, que possibilita seu uso até embaixo d'água. O que pode parecer um
truque de propaganda tem retaguarda tecnológica séria, pois a capa foi desenvolvida para
uso profissional da U.S. Coastguard (Guarda Costeira Americana) e da Royal Navy (Marinha
Real Inglesa). Mas os inveterados celular-maníacos estão ansiosos com a chegada desta
inovação, pois agora podem fazer telefonemas até surfando! As bolsas de PVC a serviço da Pró Sangue A nobre missão da Fundação Pró
Sangue, de São Paulo, que no ano passado coletou entorno de 130 mil litros de sangue, por
meio de seus 4 postos paulistanos e um em Osasco, e os distribuiu a 280 hospitais da rede
pública da Grande São Paulo, é viabilizada pelo altruísmo de milhares de pessoas e
pelas características das bolsas de PVC. Saúde às toneladas Em 1996, o mundo consumiu 23,3 milhões de toneladas de PVC, das quais 5,8 milhões utilizadas na Europa. Desse total, 50 mil toneladas foram transformadas em produtos para aplicações médicas. No bloco cirúrgico Considerada uma das mais delicadas intervenções cirúrgicas, a operação cardiovascular exige a garantia de diminuição freqüente de riscos. Por isso, são utilizados tubos e catéteres de PVC, no momento em que o coração é paralisado e o sangue passa a circular, por alguns instantes, nas máquinas "coração-pulmão", onde é oxigenado artificialmente. Os tubos de PVC, absolutamente estanques, inócuos, transparentes e resistentes à obstrução por dobra, evitam perda de sangue, infecções e introdução de ar. Sem eles, operações com o coração exposto, como por exemplo, em implantação de pontes de safena, seriam impossíveis. Sondas em bebês O PVC em forma de sondas é utilizado para alimentar bebês doentes. O pequeno tubo, macio e flexível, é introduzido pelas narinas, garganta e esôfago até o estômago. Para evitar sofrimento ao bebê, o tubo é conservado no organismo pelo maior tempo possível, à prova de obstruções por dobras. Liberdade para movimentos Milhares de pessoas sofrem de incontinência urinária, problema que-, sem a solução trazida pelo PVC, as deixaria em casa. Os pacientes corri insuficiência renal crítica têm a opção de usar a bolsa de PVC ajustada ao corpo, ligada por uma sonda ao interior do organismo para recolher a urina. A bolsa tem vedação garantida, o que não permite a saída de líquidos e odores, nem a emissão de sons desagradáveis durante as caminhadas do paciente, por exemplo. Sem obstrução O catéter de PVC é ideal para a eliminação de secreções das vias respiratórias, operação que deve ser realizada em no máximo 20 segundos, pois dá a sensação de sufocamento ao paciente. Por ser liso, flexível e não correr o risco de obstrução por dobras, o PVC contribui para a rapidez da intervenção. Para anti-alérgicos Uma casa especialmente construída para proteger pacientes que sofrem de asma e alergia foi exibida durante a Eurobouw, uma exposição na Europa. Janelas, suporte de colchões e revestimentos do piso foram produzidos em PVC, material anti-alérgico, indicado para esse tipo de paciente. Na radiologia A resistência mecânica dos tubos de PVC permite a injeção rápida de produtos de contraste em pacientes de radiologia. E os plastificantes? No início dos anos 90, cerca de 3 mil publicações foram examinadas, e se concluiu que não há razões para interditar o uso dos produtos contendo ftalatos (DOP). E mais: nas bolsas de sangue, descobriu-se que os plastificantes podem se difundir lentamente para o sangue estocado, com um efeito estabilizante sobre a membrana das células, permitindo conservar os glóbulos vermelhos e as plaquetas por um período mais prolongado. Clique aqui para fazer o download (0,56 MB) |