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Íntegra
da edição n.º 5 PVC reciclado gera renda e educação Se até no monte Everest há acúmulo de aproximadamente 20 toneladas (t) de lixo herança de 150 expedições, descreve O Guia dos Curiosos -, imagine nos centros urbanos. No Brasil, todos os dias se constrói uma montanha de 241 mil t de lixo, das quais só 20% reaproveitadas, equivalendo a um desperdício de R$ 4,8 bilhões ao ano ou 0,6% do PIB nacional, informa o Sebrac. Mas o País dá a volta por cima, com ações que unem comunidade e iniciativa privada. Exemplo disso é a parceria entre o Instituto do PVC e a Construtora Sobloco, que com um Programa-piloto ensina a distinguir o PVC dos demais tipos de plásticos, previamente separados do lixo orgânico pelos moradores dos mais de 2 mil domicílios do empreendimento Riviera de São Lourenço, em Bertioga. No litoral norte paulista, desde 1993, moradores e visitantes do local vêm aderindo ao Programa de Coleta Seletiva da Rivieira. A correta separação dos plásticos por tipos, apoiada pelo Instituto, e a venda direta para o reciclador do PVC, fizeram com que a tonelada, antes vendida a R$ 10,00, hoje seja comercializada por R$ 170,00. Da sucata às letras - A venda dos diversos
materiais aos sucateiros já rendeu à Sobloco milhares de reais. Coleta de Recicláveis na Riviera (t/ano)
Reciclando milhões - Marca presença no mundo da reciclagem a Abiquim, que há dois anos desenvolve programas de separação do lixo plástico em escolas de São Paulo, e desde julho também está no bairro Riviera auxiliando a coleta dos vários tipos de plástico e sua remessa para Reciclagem (Cempre), no Brasil, 15% do lixo plástico é reaproveitado por cerca de 300 pequenas empresas, que juntas faturam R$ 250 milhões ao ano e empregam em torno de 20 mil pessoas. Em certos casos, a mistura de resina virgem com a reutilizada gera economia de 50% de energia para produzir novos bens, assegura o Cempre. Em julho Waltubo de São Paulo, comprou um lote experimental de 200 quilos de PVC (garrafas e embalagens) coletados na Riviera, conta o diretor da empresa Walter Massotti. Processado por um moinho, um aglutinador e uma extrusora, o material foi transformado em 690 metros de eletrodutos. O produto totalmente fabricado com material reciclado chega aos mercados de São Paulo e regiões Norte e Nordeste com preço 30% a 40% inferior se comparado ao da resina virgem. A importância da indústria de transformação do PVC Tomei conhecimento da pesquisa realizada pelo Instituto do PVC, sobre as principais características da indústria brasileira de transformação do PVC, e me ocorreu que alguns aspectos merecem ser valorizados e divulgados, a começar pelo controle do capital, predominantemente nacional (81,8%), pelos investimentos de US$ 171 milhões, nos próximos três anos, e pela taxa de crescimento do mercado que está estimada em torno de 7,4% ao ano, no mesmo período. Combinados, estes aspectos revelam a confiança dos empresários nas potencialidades das aplicações do PVC, largamente utilizado tanto na érea médica (bolsas de sangue, catéteres, tubos traqueais etc.) quanto em produtos de grande consumo (desde tubos e conexões, passando por calçados, perfis e materiais para construção, brinquedos, fios e cabos, até bolas de futebol), demonstrando aí sua formidável versatilidade. Neste contexto, a parceria entre produtores de resina de PVC e a indústria de transformação vem se fortalecendo cada vez mais. Se por um lado esta última investe na ponta da cadeia produtiva, por outro o apoio tecnológico disponibilizado e o suprimento da resina de PVC vêm sendo sempre garantidos pelos produtores nacionais. Some-se a isso as estruturas internacionais que apóiam, a exemplo do The Vinyl Institute, nos EUA, do ECVM (Conselho Europeu dos Transformadores de PVC), do VEC (Conselho Ambiental do PVC), no Japão, entre outros, além, é claro, do Instituto do PVC, no Brasil, para atuarem na promoção, defesa e advocacia do produto, que tem sofrido ataques desqualificados quanto a sua segurança ambiental. De sua parte, a indústria de transformação do PVC cumpre seu papel e realiza um trabalho digno de nota: sua produtividade (expressa em tonelada produzida/empregado) cresceu 19,5% em 1997, em comparação com o ano anterior, ao mesmo tempo em que o nível de escolaridade (superior e médio) elevou-se em 12,5%, em detrimento do nível primário. E todos sabemos que educação é fator fundamental de sucesso empresarial! E o que dizer da responsabilidade social do empresário brasileiro da indústria de transformação do PVC? Ela surge de forma límpida através de múltiplos aspectos, a começar pelos investimentos em meio ambiente, que cresceram 120% neste último ano comparado a 1996, e pelo aumento (13,9%) da reciclagem de produtos pós-consumo (garrafas, frascos, etc.), tudo isto amparado pelas empresas das quais 77,4% possuem a certificação ISSO 9000, e cerca de 15,2% devem obtê-la até o final da década. Enfim, estas são algumas das revelações da pesquisa que eu chamaria de radiografia da indústria de transformação do PVC que, estando sintonizada às tendências mundiais e aos seus desafios, prepara-se para crescer e, para tanto, conta com o nosso apoio. Por Jean Pierre Lapage,
Consumo sustentável: uma oportunidade O secretário licenciado do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fábio Feldmann, falou sobre Consumo Sustentável: uma oportunidade para mais de 50 empresários reunidos pelo Instituto do PVC, em 11 de setembro. O assunto trata do compromisso do consumidor com a preservação do meio ambiente por meio do uso de produtos que demandam menos energia em sua fabricação, e a separação e encaminhamento do lixo reciclável doméstico, por exemplo. Nós, cidadãos, somos os grandes responsáveis por isso. Mais do que o governo e do que as ONGs, disse. Para isso, é necessária a divulgação de informações qualificadas a indústria, do governo e das ONGs, para todos. Acontece: Agenda
O maior do planeta O Instituto do PVC, já é a maior instituição do gênero no mundo em número de sócios. A Entidade que completou um ano em setembro, começou com 38 sócios e, desde junho último, conta com 51 empresas da cadeia produtiva do PVC em seus quadros. PVC em dia: Pelos Continentes Europa: Ftalatos são usados com segurança A Comunidade Européia, por meio de seu Comitê Científico para Toxidade, Ecotoxidade e Meio Ambiente (CSTEE), solicitou ao Grupo de Consenso Holandês constituído de diferentes organizações dos setores envolvidos na produção, comercialização e consumo de brinquedos infantis de PVC, vigilância sanitária e toxicológica e proteção ao meio ambiente a realização de testes de laboratório com crianças e adultos para avalizar o nível de migração de ftalatos nos brinquedos. Os resultados demonstram que, para crianças com menos de 12 meses, não foi registrado nenhum caso acima do nível tolerável, garantindo-se assim a total segurança dos brinquedos de PVC. A migração destes ftalatos em testes com crianças com menos de 12 meses ficou abaixo no nível de ingestão tolerável em 99% dos casos, embora haja possibilidade estatística de que, em raros casos, este valor possa ficar acima do limite estabelecido. Mas essa probabilidade é tão pequena que não pode ser estimada. Alemanha: Suspensas restrições ao PVC O governo da Baixa Saxônia rendeu-se às evidências e liberou o uso de produtos confeccionados à base de PVC reciclado nos projetos públicos. Agora, a utilização está autorizada oficialmente, desde que o PVC seja identificado como PVC reciclado. Suécia: Prêmio Ambiental A empresa sueca Tarbett Sweden (grande multinacional produtora de pisos) venceu o recém-instituído prêmio na área de reciclagem de lixo, denominado O melhor prêmio ambiental para a indústria sueca. A Tarbett foi premiada graças a um processo de produção de piso, cujo PVC era originário de outros pisos. A nova matéria-prima passou a ser utilizada por solicitação do próprio consumidor sueco, que coloca o lixo à disposição para coleta no prazo de 36 horas. A Tarbett foi também escolhida para representar a Suécia junto à Comunidade Européia na disputa do prêmio no ano 2000. Austrália: Politicamente correto O uso do PVC na construção civil foi considerado ambientalmente correto pelo relatório The enviromental aspect of the use os PVC in building products, da CSIRO (Community of Scientific and Industrial Research Organization), organização da comunidade científica australiana ligada à pesquisa industrial. Vida Contemporânea Produto solidário Cresce a utilização do PVC na ajuda a comunidades carentes e também nas ações emergenciais em tragédias. Em julho, na ilha de Papua, Nova Guiné, foram usadas 5 mil lonas de PVC para socorrer as vítimas das ondas gigantescas do maremoto que assolou a localidade e causou a morte de mais de 3 mil pessoas. A falta de água potável, outro flagelo do acidente natural, é resolvida por poços artesianos com tubulações de PVC. Em ambos os casos o PVC foi doado pela indústria à Cruz Vermelha do Japão. PVC evita incêndio Keith Ulig, colunista do jornal St. Croix Vally Press, do estado americano de Minnesota, sentiu na pele os benefícios de utilizar produtos de PVC. No dia seguinte a uma violenta tempestade, os bombeiros vistoriaram as propriedades da região e constataram que, se não fosse pelo fato de sua casa conter sidings (revestindo de PVC para paredes externas) no lugar da madeira, o colunista a teria visto transformada em cinzas. Versatilidade: Comitê do Brinquedo de PVC entra em ação O Comitê do Brinquedo de PVC Seguro foi formado em agosto, a partir do Termo de Compromisso firmado entre o Instituto do PVC e a Abrinq. O documento preconiza que os brinquedos nacionais sejam rigorosamente produzidos de acordo com a Norma Brasileira 11786 da ABNT. Omais novo Comitê da Entidade conta com representantes da Abrinq e do Instituto do PVC signatários do Termo dos intervenientes OPP-Trikem e Solvay, e com o apoio da Abiquim e da ABIPLAST. Sob a coordenação do diretor do Departamento de Meio Ambiente e Uso do Solo da Fiesp, Vlademir Sperandeo, o objetivo do Comitê é garantir ao consumidor um produto cada vez mais seguro, o que equivale dizer, dentro das normas e, ao mesmo tempo, estimular o aprimoramento da qualidade buscando um padrão internacional para o brinquedo brasileiro de PVC. PVC e comunicação visual: par perfeito O mercado é carente e cresce a passos largos. Só no ano passado, a venda no varejo teve incremento de 150%. O produto? Chapas de PVC expandindo, que, nos últimos quatro anos, têm conquistado cada vez mais espaço no segmento de comunicação visual. Os motivos são resistências às intempéries, leveza, facilidade de corte e impressão eletrônica, graças aos softwares de arte final e a impressão por plotter. O resultado é que essas placas rígidas expandidas invadiram paisagens públicas e locais privados, ora como letreiros e fachadas, front-lights e back-lights (no lugar dos outdoors), ora como placas de sinalização e painéis em interiores. Com a expansão do mercado, a indústria nacional passou a produzir placas de PVC para este fim. Nesta década, surgiram novas exigências, como toldos com material translúcido, e na área de comunicação com uso de banners e faixas em lonas, conta o diretor Comercial da Sansuy, Francisco Ozaki. Ao notar a tendência, a Tubos e Conexões Tigre resolveu apostar no novo nicho. Desde 1996, também fabrica as chapas de PVC expandindo, com espessuras variáveis de 2 a 13 milímetros. Antes, quase tudo era importado, lembra o engenheiro de Produto da Tigre destina mensalmente cerca de 1.200 placas ao segmento de comunicação visual. Segundo estimativas da Sansuy, que transforma de 200 a 250 t/mês de PVC para o mesmo fim, a empresa já detém em torno de 50% do mercado brasileiro de lonas para propaganda e 60% do de laminados em PVC para auto-adesivos. As indústrias de revestimento, tubos e filtros de PVC estão tirando água de pedra. É que 97% da água doce líquida do planeta e subterrânea. No Brasil, este ano, a seca no Nordeste e as eleições, além da demanda natural da região Sudeste, proporcionaram um crescimento de mais de 100% da indústria de revestimento de poços, filtragem da água prospectada e sua condução até o consumidor. Entre os cinco fabricantes nacionais estão Corr Plastik, Fortilit e Tigre, sócios do Instituto do PVC. Os três oferecem as opções de linhas de Standard. Leve e Reforçada, em várias espessuras e diâmetros, para atender a poços de pequena, média ou grande profundidade. Enquanto a Fortilit, pioneira no mercado, e a Corr Plastik ampliam a produção, a Tigre inaugura sua indústria com capacidade para transformar 4.800 t/ano, em Camaçari. As três indústrias obedecem às Normas da ABTN, que inclusive determinam a atoxicidade do material. A vantagem da substituição dos antigos similares em aço pelo PVC é a economia gerada pela durabilidade de mais de 50 anos e sua leveza, que facilita o transporte e a instalação na obra. Clique aqui para fazer o download (0,59 MB) |
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