PVC Atualidades 4

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Íntegra da edição n.º 4
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ai/jun 98

 Matéria de Capa: 

 Janelas de PVC abrem nicho de mercado

Cada Vez mais famosas, depois de freqüentar o charmoso filme Asas do Desejo do cineasta alemão Wim Wenders , as janelas de PVC pousam em cenários sofisticados brasileiros como a residência do escritor Paulo Coelho. De olho tanto nas casas populares quanto nas de médio e alto padrões, indústrias nacionais procuram o aperfeiçoamento e outras começam apostando em novos nichos de mercado. As esquadrias de PVC surgiram em 1955, na Alemanha. "No Brasil, apenas em 1983 começaram a ser comercializadas", afirma o presidente da Associação dos Fabricantes de Perfis de PVC para a Construção Civil (Afap-PVC), José Carlos Rosa. "Este é o último reduto do mundo onde as janelas de PVC dão os primeiros passos", diz ele. Para acelerar a conquista do consumidor – que, por fatores culturais, é lenta – as ações da Afap-PVC estão focadas no Programa de Qualidade Assegurada, controlado e auditado pela Tesis; nas informações aos líderes de opinião; e nos workshops aos trabalhadores da construção civil, sobre aspectos operacionais e suas vantagens. José C. Rosa acredita  que a entrada da Tubos e Conexões Tigre no mercado criará maior aceitação do produto, pois as versões brasileiras já possuem o padrão que satisfaz europeus e norte-americanos.  

Pioneirismo – Em 1983, a Irmãos Petroll inaugurou a era das esquadrias de PVC no Brasil. O diretor da empresa, Roberto Petroll, lembra que a idéia inicial – isolar as moradias do frio no inverno sulista – hoje dá lugar a um mal dos centros urbanos. Ruídos intensos exigem isolamento acústico seja em escritórios ou residências. Anualmente, 500 toneladas de PVC são transformadas em 33.500 janelas. Em oito modelos, o produto é comercializado principalmente no Rio Grande do Sul e em São Paulo, além de Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso. O litoral também está no roteiro de conquistas do produto de PVC, imune à ferrugem, ao cupim e dispensando repintura. 

EUROPA 97 

País

Janelas em PVC

Gran Bretanha

70%

Alemanha

52%

França

50%

Espanha

10%

Líder de mercado – A Multiplast fabrica as janelas de PVC desde 1985, e atualmente é líder de mercado. É a única que oferece os perfis em tons bege e cinza. Outro quesito que faz a diferença é a presença constante da arquiteta Ivana Falvo no departamento comercial. "Esse relacionamento com os arquitetos é um dos trabalhos mais antigos na empresa, pois sabemos que o público mais difícil de ser convencido das qualidades do produto é este, que especifica e indica o material para o consumidor", ralata ela. A Multiplast mantém contato com mais de 500 arquitetos no Brasil. "O preconceito em relação ao perfil de PVC é pequeno e não tem razão de ser", reitera, propondo um teste. "Se você der uma martelada na esquadria de PVC, ela não será alterada; a de alumínio amassa e a de madeira quebra".  

Novas pegadas - Com tecnologia austríaca, a partir de outubro a unidade da Tigre, em Indaiatuba, São Paulo, poderá transformar até 2,5 mil t de PVC em 300 mil perfis, ao ano. "É o nosso primeiro passo rumo à diversificação em materiais de construção", avalia o analista de Negócios Gilmar Koerber. No início, o produto será oferecido nos formatos quadrado e retangular, atendendo consumidores com poder aquisitivo médio e médio alto. Depois, as moradias populares, e, posteriormente, as residências de alto padrão, com esquadrias que suportam vidro duplo. A Tigre pensa em alternativas para pintar os perfis ou produzi-los em co-laminado imitando madeira e outros materiais. No futuro, a empresa pretende licenciar montadoras no País e, também a médio prazo, desbravar o Mercosul e países Sul-americanos.   

Opinião:  

Segurança diferencia brinquedo brasileiro

Do total da produção brasileira de brinquedos, 90% utiliza materiais plásticos e, desse total, 40% é PVC. No Brasil nós do IQB e os técnicos do Instituto Falcão Bauer somos credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro), para controlar e certificar a segurança dos brinquedos nacionais e dos importados. Notamos que tanto as grandes e médias quanto as pequenas empresas brasileiras obedecem à norma de segurança NBR 11.786, fixada pela Portaria 47/92, exigindo a certificação. Observa-se que o brinquedo satisfaz a segurança em geral, tendo outras atribuições de qualidade, como durabilidade e resistência, em nível adequado. Pela experiência que venho acumulando desde 1993, como diretor técnico do IQB, posso garantir que o brinquedo brasileiro, desde a bola fabricada em uma pequena indústria, no fundo do quintal, até as grandes produções, atende aos requisitos da norma em toxicologia. Ou seja, nossos produtos não possuem pigmentos à base de metais pesados nem o plastificante dioctil ftalato, os quais não são permitidos pela norma brasileira. Os demais ftalatos e estabilizantes utilizados – que têm por base a combinação cálcio-zinco, de grau alimentício -, não sofrem qualquer restrição. Nos Estados Unidos, por exemplo, a exigência de não ter metais pesados, em especial o chumbo, restringe-se a tintas. A legislação norte americana só impede o uso do dioctil ftalato em produtos especificamente destinados à sucção e mastigação, como chupetas e mordedores. Portanto, os EUA cuidam de alguns aspectos, a Europa de outros, e o Brasil de todos. Prova de que as especificações brasileiras são muito rigorosas é que nunca recebemos reclamações de órgãos internacionais sobre os brinquedos brasileiros exportados. Por tudo isso e, ainda somada a independência do IQB, estou convencido de que a função e a importância da entidade, como fiscalizadora da segurança e qualidade do brinquedo que chega às mãos de nossas crianças, é fundamental. E a nossa qualidade, quem garante? O Inmetro, instituição governamental, que realiza auditoria periódica no IQB.  

Por Mariano Bacellar,
Diretor técnico do IQB.

Médico fala sobre ftalatos

"Os produtos feitos de PVC não podem ser considerados modificadores hormonais ou desruptores endócrinos", afirmou o médico espanhol Nicolas Olea Serrano, que veio ao Brasil, em maio, a convite da CUT e da Fundacentro. O catedrático da Universidade de Granada, na Espanha, onde também coordena o trabalho de 12 pesquisadores do Laboratório de Investigações Médicas no Hospital da instituição, se dedica ao estudo do relacionamento de substâncias químicas com o organismo humano. Serrano informou que há poucas experiências com ftalatos, considerados pelos especialistas como os mais fracos e menos ativos elementos estrogênicos conhecidos. A atenção deles está voltada para o estudo da força de contaminação dos reconhecidos modificadores hormonais estradiol, alquifenol, difenol e nonilfenol. "O ftalato é 100 milhões de vezes menos ativo do que o estradiol. Portanto, são ativos somente em concentrações extremamente altas. Esta foi a conclusão do nosso laboratório", explica. E completa: "Nós não temos experiências com os produtos de PVC porque todos os estudos realizados até hoje, sobre estrogenicidade em atividade hormonal com este produto, são negativos".     

Acontece: 

Agenda  

13/08, 5ª feira, 14h00 às 18h00  
Seminário: Comunicação Empresarial.  
Local: The Time Residence - Rua Hans Oersted, 115 - Brooklin - SP.  

  19/08 a 20/08, 8h30 às 18h00  
Congresso: 2° Congresso de Atuação Responsável, promovido pela Abiquim.  
Local: Hotel Deville - Av: Monteiro Lobato. s/n° - Guarulhos - SP.  

22/10 a 29/10, 10h00 às 20h00  
Feira: K'98  
Local: Düsseldorf, Alemanha.  
É a maior feira mundial de plásticos e borracha.  
Em sua 14ª edição os 137 mil metros quadrados de área receberão 2.400 empresas expositoras de 46 países .  
Informações no Brasil: Trend Fairs & Congresses.  
fone: 011- 258 8555  
fax: 011-255 1359.  

PVC em dia: 

Pelos Continentes  

 

Reino Unido: Cientista reconhece equívoco - Richard Sharpe, autor de documento de grande repercussão mundial sobre conseqüências da exposição ao BBP (butil benzil ftalato), declarou em maio que os resultados preliminares, anteriormente apresentados, não puderam ser repetidos e, portanto, não podem ser considerados válidos. O pesquisador, membro da Unidade de Biologia Reprodutiva do Conselho de Pesquisa Médica de Edimburgo, Escócia, havia divulgado resultados anteriores na publicação "Environmental Health Perspectives", sob o título "A exposição de ratas em gestação ao xenoestrógeno resulta, nos filhotes, na redução da produção de esperma e do tamanho dos testículos".  

Suíça: Convenção de Basiléia - Entre os dias 27 e 29 de abril, aconteceu em Genebra, na Suíça, a 4ª Conferência das Partes da Convenção da Basiléia, que trata do controle da movimentação dos resíduos sólidos entre os países. Este Fórum tem por objetivo evitar que os países em desenvolvimento se transformem em depósitos de lixo dos países industrializados. O Instituto do PVC fez parte da delegação brasileira - representado pelo sócio Solvay do Brasil - prestando todo apoio técnico aos representantes do Ministério de Relações Exteriores e aos do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, ambos presentes ao evento.  

Bélgica: Sinal Verde - A tão esperada decisão da Comissão Européia sobre a retirada do mercado de brinquedos com PVC flexível, que utilizam plastificantes, foi favorável à manutenção desses brinquedos no mercado, em reunião realizada recentemente em Bruxelas. Desta forma, os produtos podem continuar sendo utilizados. Nesse caso, foi muito importante o trabalho de esclarecimento promovido pela Associação Européia dos Produtores de PVC e pela Indústria Americana de Brinquedos.    

 

Brasil: Comitê de Tubos e Conexões - Com o objetivo de destacar as vantagens econômicas e ambientais do produto, além de manter o segmento atualizado sobre os avanços tecnológicos que envolvem sua produção em todo o mundo, o Instituto do PVC criou um Comitê específico para tubos e conexões. Ele entra em funcionamento em julho e reúne as empresas associadas diretamente envolvidas com o assunto.  

   Vida Contemporânea

Prova de fogo - Estão à disposição, no mercado internacional e no Brasil, cabos de PVC com baixíssimo risco de incêndio.Eles oferecem as melhores condições de resistência ao fogo e estão amparados no avanço tecnológico alcançado pelotrabalho conduzido por um consórcio internacional de matérias-primas e produtos de cabos. 

Manutenção sem dor de cabeça - Chega ao Brasil um produto que faz sucesso na Europa. São os revestimentos de parede, confeccionados em placas de PVC rígido, usados em cozinhas e banheiros. O produto é aplicado também em hospitais porsuas qualidades técnicas, tais como encaixe perfeito, dispensando juntas, o que permite fácil limpeza e higiene. O materialpossui ainda características anti-chama, facilidade de instalação e remoção, favorecendo a melhor manutenção da rede elétrica  e hidráulica.   

Brinquedos:   

Qualidade é meta da Abrinq e do Instituto do PVC

De julho de 1996 até maio deste ano, cerca de 100 mil novos brinquedos aterrissaram nas prateleiras das lojas com custos reduzidos em até 20%, tornando possível o acesso de mais de 7 milhões de crianças brasileiras a essa fantasia. O barateamento do produto foi alcançado porque, no mesmo período, a indústria nacional investiu acima de R$ 227 milhões em qualidade e produtividade. A injeção de dinheiro foi seguida por um incremento de 5 mil vagas na indústria. Ainda assim, no Brasil a média é de 6,3 brinquedos por criança ao ano, bem longe das 23 unidades para cada criança norte-americana. De olho na demanda reprimida, os fabricantes querem expandir a produção e as vendas dos brinquedos nacionais. Eles já comemoram, junto com o Instituto Falcão Bauer, Inmetro e Instituto de Qualidade do Brinquedo (IQB), a marca de 600 milhões de unidades produzidas dentro das normas da ABNT. Esse estímulo também serviu para que a indústria marcasse o recorde de produção física, que este ano já chega aos 202 milhões de brinquedos - a maior dos últimos 50 anos. A qualidade aumentou e a qualidade estará cada vez mais garantida.  

Termo de compromisso - Em primeiro de junho, na Fiesp, foi assinado um convênio entre Abrinq e o Instituto do PVC, com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Química e de Produtos Derivados (Abiquim) e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O principal objetivo do acordo, divulgado durante a 15ª Abrin - Feira Internacional de Brinquedos, é a concessão de condições e tratamento diferenciado aos sócios da Abrinq, que usam PVC e Têm seus produtos certificados pelo Inmetro. Entre as cláusulas estabelecidas no convênio estão a garantia de acesso a informações estratégicas internacionais, promoção de intercâmbio com produtores mundiais de brinquedos, novas tecnologias desenvolvidas pela Trikem e Solvay do Brasil - sócias do Instituto - assim como a utilização de seus laboratórios de assistência técnica e prioridade no suprimento da resina de PVC. O cumprimento dos princípios do programa Atuação Responsável, no Brasil liderado pela Abiquim, referentes ao impacto do uso e manuseio dos produtos nas áreas de saúde, segurança e meio ambiente também está contemplado no acordo.  

Novo filme de PVC da Goodyear disputa mercado de alimentos

De 8 a 12 de julho, a sócia do Instituto do PVC, Goodyear, foi à XIV Feira Internacional da Alimentação Fispal), no Anhembi, em São Paulo, para mostrar suas novidades nas embalagens de PVC. A toxidade dos filmes é comprovada por laudos da Divisão de Alimentos do Ministério da Saúde (Dinal) e do Instituto Adolfo Lutz. O Omnifilm, lançamento da Goodyear, traz vantagens como o rolo econômico de 1.400 metros de comprimento, com espessuras variáveis de 12 a 17 micra, e diversas larguras. Essas medidas, afirma o gerente de vendas da Divisão de Embalagens, Ricardo Lopes, faz com que a empresa comece a mudar o perfil do mercado – que oferece filmes mais espessos. Resistente, o material atende ao uso doméstico, pequenas indústrias, supermercados e o setor agroindustrial. A produção realizada em Americana, teve início em março, e hoje já alcança 40 toneladas ao mês ou 10% do mix de toda a linha de filmes da empresa. Confiante, a Goodyear vai investir US$ 2 milhões para incrementar em 50% sua capacidade produtiva, a partir de outubro. “ Para atender ao mercado local, que consome 50% dos nossos produtos, e às exportações para Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile”, explica Lopes. Até o final do ano, só o Omnifilm deverá dar um salto, passando de 30% a 35% da produção. No Uruguai e na Argentina a Goodyear lança o filme Vita Spencer, em rolos de 300 metros e larguras de 30, 38 e 45 centímetros que permitem melhor rendimento nas embalagens de produtos maiores. “Nesta Fispal, nossa intenção foi divulgar a marca e retirar as dúvidas dos clientes. Por isso, contamos inclusive com um gerente de produção em nosso estande.” A Fispal teve 2.543 expositores (941 estrangeiros), 160 mil visitantes e a expectativa de negócios é da ordem de US$ 3,3 bilhões.   


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