PVC Atualidades 3

O PVC

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Íntegra da edição n.º 3
mar/abr 98

Matéria de Capa: 

PVC faz gol na Copa da França

O PVC, que brilha no carnaval brasileiro em carros alegóricos, adereços e fantasias, também vai fazer bonito na Copa do Mundo. São 60 mil metros quadrados de lona tensionada de PVC, cobrindo as 80 mil cadeiras do State de France, o estádio high teck especialmente construído, nos arredores de Paris, para os torcedores do mundo todo festejarem a arte de jogar futebol. E não por acaso a cobertura de PVC foi escolhida pelo consórcio de grandes construtoras que ergueu o estádio. Leves, bonitas, resistentes, de manutenção fácil, vida útil longa e características excepcionais de luminosidade, as cúpulas de PVC cobrem estádios em todos os continentes. 

Nos Estados Unidos, estão em 75% dos ginásios esportivos. No Japão, cobre a piscina olímpica de um colégio feminino em Hyogo e a praia artificial da cidade de Miyazaki, que tem até palmeiras e salva-vidas. No Brasil, uma das mais antigas fabricantes de coberturas de PVC é a Sansuy. No início, há quase 30 anos, a empresa produzia coberturas infláveis, utilizadas principalmente para armazenagem das safras de milho e soja, à época em expansão em vários estados. 

Com o desenvolvimento da tecnologia, a Sansuy passou a fabricar lonas de PVC estruturado (laminado com reforço de tecido), sofisticando as opções oferecidas no mercado: com ou sem brilho, em qualquer cor, e variadas combinações de materiais impermeáveis, fibrosos ou não, que as tornam inertes a mudanças de temperatura e resistentes as condições climáticas adversas, como nevascas, ventanias ou calor excessivo. Além disso, podem ser montadas de maneira fixa ou móvel, ficando  fechadas na chuva e abertas no sol, aceitando ainda diferentes estruturas de sustentação, de cabos de aço a tubos de diversos materiais.  

Para o presidente da Sansuy, Takeshi Honda, com todas essas características a cobertura de PVC permite “soluções arquitetônicas bonitas e interessantes”. Inclusive por isso, completa Ricardo Vantini, diretor da Tópico, especializada em montagem e projetos, é cada vez mais aplicadas em feiras, estádios, instalações de parques temáticos e de diversões, como o Playcenter em São Paulo, e de eventos esportivos, como os de boxes das escuderias que vêm ao autódromo de Interlagos participar da etapa brasileira de Fórmula 1. 

Com tantos e tamanhos exemplos, e junto com a Sansuy, a Tópico tem percebido e apostado no crescimento da área de lazer – muitas vezes uma mistura de paixão e prazer. Assim como o melhor futebol brasileiro, que é espetáculo de encher olhos e lavar almas. Quando o técnico não atrapalha, claro...   

Opinião: 

A empresa, o lucro e a responsabilidade social

O Brasil está atravessando uma fase de transição que exige especial esforço da sociedade brasileira para fazer sua parte na solução dos muitos problemas com o que o país se defronta. 

A Parceria com o Governo no resgate da dívida social, que é grande e aflitiva, é uma das formas de a sociedade dar sua contribuição. A idéia de que educação, cultura, saúde ou condições de trabalho eram responsabilidade do governo tornou-se inaceitável face à crescente complexidade de nossa organização social. 

Essa responsabilidade é de todos nós. A ela não pode deixar de atender, por conseguinte, o empresariado, que representa um dos fatores mais dinâmicos do país. 

Sempre defendi a tese que a empresa não é uma finalidade em si, e sim um instrumento de desenvolvimento social. Considero que existem obrigações que transcendem o funcionamento da empresa. Apoio a educação, cultura, ou boas condições de trabalho, são apenas exemplos do que o país pode esperar da empresa. E esta, participando dos esforços que nesse sentido devem ser feitos, estará cumprindo uma obrigação que lhe é inerente, e não fazendo um favor, ou praticando um ato de benemerência. 

É claro que, para atender com eficiência esses encargos, a empresa deve começar por um bom funcionamento interno, atendendo adequadamente os interesses de seus funcionários  e do público, e, para poder fazê-lo, deve ser lucrativa. Mas o que justifica o lucro é sua boa aplicação. Não é aceitável a existência de empresa pobre de empresário rico. 

Sabemos que, de modo geral, não é ideal, no presente momento, a situação de muitas empresas, e isso explica, de certa forma, na sua concentração nos próprios problemas, sem participar do que , a meu ver, deveria caracterizar o país: um grande multirão. Mas não tenho dúvida que, reconhecida a procedência do conceito de que à empresa incumbe uma grande responsabilidade social, essa responsabilidade será atendida. 

Por José Mindlin,
Conselheiro do Instituto do PVC.

Embaixadores do PVC

Com o objetivo de formar “Embaixadores do PVC”, aprofundando conhecimentos sobre aspectos ambientais que envolvem toda a cadeia produtiva, o Instituto do PVC organizou o seminário “O PVC e o Meio Ambiente”, em 11 de março. 

Os 65 representantes das indústrias do setor que compareceram ao evento, no Hotel Meliá, em São Paulo, assistiram às palestras, conferências e exposições de especialistas. Depois, formaram seis grupos, cujos temas – cadeia vinílica, tubos e conexões, embalagens, brinquedos, outros produtos transformados e PVC pós-uso – foram discutidos, e os resultados expostos ao final do evento. Todos chegaram à conclusão de que as ações do setor devem ser divulgadas para que se construa uma imagem positiva e correta para a sociedade. 

Acontece: 

Agenda

01/06 a 05/06, 14h00 às 21h00 
Feira: “15ª Feira Internacional de Brinquedos”, organizada pela Abrinq 
Local: Pavilhão Azul, Branco e Verde do Expocenter Norte, em São Paulo

03/06 a 05/06 
Seminário: “3º Seminário e Exposição Internacional Household & Auto Care’98”. O Instituto do PVC ministrará palestra sobre “Embalagens em PVC – Performace e Versatilidade”, no dia 05 de junho (6ª feira), às 14h45. 
Local: Centro Têxtil Internacional, Av. Engº. Roberto Zuccollo, 555, São Paulo

25/06, 5ª feira, 14h00 às 18h00 
Seminário: PVC a granel – Automação, produtividade e qualidade, organizado pelo Instituto do PVC 
Local: The Time Residence – salas Áries I e II – Rua Hans Oersted, 115, Brooklin São Paulo

PVC em dia: 

Pelos continentes  

 

Austrália: Jogos Olímpicos de Sidney – A primeira olimpíada do próximo século terá como mascote pequenos cofres feitos de PVC, com o logotipo dos Jogos Olímpicos do ano 2000. Eles foram criados com o objetivo de gerar fundos para preparar a equipe olímpica australiana. 

 

Estados Unidos: Crescem as vendas de brinquedos – Segundo informações da TMA (Associação de Produtores de Brinquedos), em 1997 houve crescimento de 7,8% nas vendas de brinquedos plásticos, em comparação aos resultados de 1996. 

 

Holanda: Sem riscos – Preocupado com eventuais riscos à saúde humana, o Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda realizou profundos estudos com dois importantes ftalatos: DIDP e DINP. O resultado, para tranqüilidade da população, foi a ausência de qualquer efeito adverso no ser humano, provocado por estes produtos. 

Bélgica: Prova Concreta – A pressão popular promovida por um grupo de ambientalistas na Bélgica acabou comprovando que os incineradores não são responsáveis pela emissão de dioxinas. O fato ocorreu na região da Antuérpia, onde as manifestações levaram ao fechamento temporário de dois incineradores municipais. Medições posteriores comprovaram que os níveis de dioxina permaneceram inalterados. 

Alemanha: Posição contrária ao PVC é revista – O Conselho Alemão dos Representantes Ambientalistas – SRV, reformulou a avaliação feita em 1990, na qual restringia a utilização do produto. Em seu novo posicionamento, o SRV afirma que “os riscos associados ao PVC no que se refere às questões de saúde e meio ambiente são insuficientes para que se justifique qualquer atitude contrária a sua utilização”.   

 

Brasil: Divulgação científica – Já está à disposição o artigo técnico “Uma visão geral sobre Plastificantes”, preparado pelo Comitê Técnico de Plastificantes do Instituto do PVC. Para adquiri-lo, solicite pelos telefones 011-5506 52 11. 

Vida contemporânea

Vivendo e aprendendo – Recentes estudos realizados nos Estados Unidos, Japão e Suécia atestaram que a própria natureza é capaz de produzir dioxinas. O fato está descrito no estudo “Possible natural formation of polychorinated dioxins as evidenceded by sediment analysis from the yelow sea, The East China sea and Pacific ocean”. 

Sobrevida – Atualmente a vida média dos automóveis é de 17 anos, contrastando com os 11,5 anos na década de 70. Nesta mudança significativa o PVC tem contribuído para a durabilidade de componentes e peças. É a matéria-prima preferida para o revestimento interno de portas e produção de painéis, e no sistema de proteção é usado como selante contra a umidade e como vedante dos perfis de portas e janelas dos automóveis. 

Seminário: 

PVC consolida nichos no mercado de embalagens

Dois cases recentes e bem sucedidos de embalagens de PVC, um do óleo comestível Liza da Cargill Agrícola e outro do xampu Milky da Niasi, e palestras do coordenador do Centro de Tecnologia da Embalagem (Cetea), Luís Madi, do designer Lincoln Seragini e de especialistas do setor de produção compuseram o seminário A Embalagem de PVC como Sucesso de Vendas. Promovido pelo Instituto do PVC, o evento reuniu 70 participantes, dia 16 de abril, em São Paulo. 

Foram abordadas as principais características da versátil resina, que se transforma em vários produtos a partir de moldes diferentes na mesma máquina. E suas qualidades técnicas, que em frascos, garrafas e  recipientes afins se traduzem em transparência ou opacidade, brilho, atoxicidade, resistência e fácil pigmentação entre outras. Dos US$ 500 bilhões investidos em embalagens em todo o mundo, US$ 10 bilhões são gastos pelo Brasil. 

No segmento de óleos comestíveis, o uso do envase plástico aumentou de 8% para 15,2%, de 1996 até  o início deste
ano – mais do que o crescimento total de 6%, nos seis anos anteriores. A nova apresentação do óleo Liza (Cargill), em garrafas de PVC – uma opção a mais ao lado das latas – se refletiu nas vendas do produto, líder nas regiões Sul e Sudeste. “Já a partir de maio, a Cargill vai ampliar em 20% a capacidade de sua unidade interna de produção de embalagens de PVC”, disse o gerente de Embalagens da Cargill, Vagner Rodrigues. 

No segmento de xampus, todos devidamente embalados em frascos plásticos, o movimento também é grande. Sozinho, o nicho responde por 10% do faturamento anual de US$ 4,8 bilhões do setor de cosméticos no Brasil. O presidente da Niasi, João Luiz Resende, afirmou que a embalagem de PVC branca imitando as antigas garrafinhas de leite tem contribuído para o sucesso do xampu Milky, que vendeu três vezes mais do que o esperado, dando maior visibilidade à empresa em um dos mais disputados segmentos da indústria de cosméticos. 

As relações de mercado que envolvem o PVC foram avaliadas pelo diretor geral da Rionil, Alain Besse. Ele destacou o fato de a resina ter como uma de suas matérias-primas principais o sal, recurso ilimitado, e a capacidade instalada de produção de PVC no Mercosul ser suficiente para garantir preços estáveis ao longo dos anos e fornecimento com excedentes para a região. 

O gerente de Assistência Técnica da Solvay, Edison Polistchuck, analisou os aditivos empregados na fabricação dos compostos de PVC, cujo resultado é um produto estável, neutro e inerte, que não se degrada nem libera poluentes no lençol freático e na atmosfera. Luis Madi anunciou que, até meados do próximo ano, o Cetea terá condições de analisar o ciclo de vida dos materiais. 

O designer Lincoln Seragini falou sobre a consciência ecológica como um fator importante na concepção das embalagens. “Os valores vão mudar”, alertou, exemplificando: há pesquisas da Coca-Cola para o futuro lançamento de xarope concentrado em recipientes plásticos de um litro, para adição de água com gás em casa.   


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