O PVC

APLICAÇÕES O INSTITUTO PUBLICAÇÕES NOTÍCIAS LINKS

Íntegra da edição n.º 21
out/nov/dez 02

Matéria de capa:

Conversando com o PT

Encontro reuniu empresários da cadeia produtiva do PVC e representantes do governo Lula

capa11.gif (9475 bytes)
Homenagem: Berzoini recebe livro de Gradin

O ano de 2002 vai entrar para a história. A eleição do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência do Brasil marca um momento inédito da política brasileira e mundial. Todos os olhos estão voltados para a experiência que o eleitorado brasileiro, democraticamente, decidiu fazer.

Isso não significa que as expectativas e avaliações desse fato sejam as mesmas. As novidades despertam desconfianças e uma natural ansiedade e insegurança. O que fazer para obter as respostas às questões que ainda não estão claras? Simples. Perguntar. Por isso que

empresários da cadeia produtiva do PVC decidiram fazer ao vice-líder na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), no último dia 29 de novembro, em São Paulo, durante o V Encontro Anual do Instituto do PVC.

O evento reuniu cerca de 100 pessoas e serviu para que os empresários do setor discutissem e tirassem duvidas sobre as propostas do novo governo para o setor industrial, principalmente nas áreas da habitação, infra-estrutura e competitividade da cadeia do plástico. Berzoini falou aos participantes sobre a política que será implementada pelo PT no próximo governo e citou os pontos que serão prioritários para a nova equipe, como pacto social, projetos de desenvolvimento, aumento das exportações e reestruturação em setores como saúde e educação.

Outras questões levantadas pelo deputado foram relacionadas aos problemas que o País vem enfrentando como o déficit habitacional, que atinge seis milhões de habitações, e as deficiências e carências de saneamento básico. O deputado petista ressaltou também a importância dos encontros para diálogos entre entidades e governo. No final da apresentação, Berzoini respondeu às perguntas do publico presente.

Mas não foi só de política que tratou o Encontro. Ao lado de Berzoini, na sala montada especialmente para essa conversa, estavam presentes o presidente do Conselho de administração do Instituto do PVC e vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem, Alexandrino de Alencar, homenageado como o 1º Sócio Honorário, após cinco anos na Presidência e Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Entidade.

O evento foi encerrado com o lançamento do livro "Tecnologia do PVC" pelo vice-presidente da Braskem, Bemardo Gradin. Uma publicação coordenada por Luciano Nunes, Antônio Rodolfo Jr. e Wagner Ormanji, idealizada e patrocinada pela Braskem. Todo o conteúdo do livro esta disponível no site www.braskem.com.br.

capa2.jpg (26518 bytes)

Clique aqui e confira a entrevista com o deputado federal Ricardo Berzoini.

Opinião:

O caráter sócio-econômico e o capitalismo civilizado

mindlin.jpg (2882 bytes)

O caráter social de uma empresa é cada vez mais ampliado para muito além das fronteiras, pois até pouco tempo estava delimitado por ações benemerentes. Mais sofisticado hoje, esse caráter social se dá pelo desenvolvimento sócio-econômico, ressignificando o próprio conceito de mercado dentro de uma estrutura capitalista civilizada e não selvagem, que mantém desigualdades sócio-econômicas excludentes. Um mercado só se cria com população de poder aquisitivo capaz de absorver os seus produtos, de um sociedade culta, exigente, com responsabilidade civil, cidadã. A construção desse
desenvolvimento sócio-econômico implica o emprego de talentos que, por não estarem disponíveis em quantidade no mercado, devem ser preparados. A formação é longa e não será gerada apenas pelo Estado. A empresa precisa se envolver nesse trabalho para sua própria consolidação e ampliação, fatores dependentes de uma sociedade bem estruturada. Com base nesse paradigma, outra vez, surge a necessidade de reforçar o espírito associativo entre universidades, instituições públicas e iniciativa privada. As empresas têm criado associações, para entender o processo pelo qual elas próprias, em dado momento, competem entre si, e em outros, buscam construir juntas o seu espaço de trabalho. As cadeias produtivas que sejam verticais: matéria prima - processo de produção - distribuição, utilização, que sejam horizontais: produtos complementares - subsistemas - sistemas, já entenderam que o consumo não resulta apenas ter no mercado produtos de qualidade e baratos; é mais do que isso: é o esforço conjunto para ampliar esse mercado, o que só se consegue pela melhor distribuição da renda. Isto equivale compreender que o desenvolvimento social faz parte da missão e dos objetivos das empresas. É com experiências como essas, em particular com o exemplo que a indústria de plástico pode dar pela sua ação na construção civil, que se arquitetam os caminhos da inovação tecnológica, indutora da especialização da mão-de-obra e da boa competição. E aí, ao alcance da mão, voltaremos ao desenvolvimento sócio-econômico, sem teses utópicas nem ações benemerentes, mas inserido em um capitalismo que se quer civilizado, cidadão, real.

Por Francisco Landi
Diretor Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Este artigo foi escrito exclusivamente para o PVC Atualidade.

Resposta ao Leitor:

Quais as principais características das embalagens de PVC?

O PVC e um produto ideal para embalar alimentos e remédios, pois é atóxico e oferece barreiras a agentes externos, contribuindo para a preservação e durabilidade do produto embalado. Além disso, o PVC é versátil, facilita o design, é 100% reciclável e apresenta ótima relação custo-benefício.

Quais os tipos de embalagens de PVC e suas principais aplicações?

As embalagens de PVC podem ser utilizadas na forma de filmes, laminados, blisters e frascos. As principais aplicações dos filmes são para carnes e frios. Os laminados embalam soro e sangue humano, preservando-os por mais tempo. Os blisters são ideais para remédios e artigos em geral, como brinquedos. Os frascos são aplicados em cosméticos, alimentos, produtos de higiene e limpeza etc.

Envie sua pergunta para: info@institutodopvc.org

Acontece:

Agenda

11/2 a 15/2, das 15h30 às 22h00
Habitacon Sul 2003 - Feira Nacional de Habitação e Construção

Local: Centro de Convenções CentroSul, Av. Gov. Gustavo Richard, Aterro baia-Sul, Florianópolis - SC.

10/03 a 14/03, das 10h30 às 19h00
Brasilplast 2003
Local:
Parque de exposições do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo - SP.

13/05 a 15/5, das 13h00 às 21h00
FCE Pharma 2003
Local: Transamérica Expo Center, R. Dr. mario Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo - SP.

Via Internet

Evolução das visitas e consultas ao site do Instituto do PVC (1998 a 2002)

Ano "Page Views" Consultas
1998 18.034 193
1999 62.142 596
2000 98.101 795
2001 169.680 1073
2002 336.548 1826


O  crescimento de "page views"  atingiu a média anual de 441%, enquanto as consultas por e-mail aumentaram 211%. Os dados  demonstram  o interesse crescente dos internautas palas questões ligadas à cadeia produtiva do PVC.

PVC em dia:

Pelos Continentes

Estados Unidos: Comissão rejeita pedido de ambientalista - A CPSC (Consumer Safety Product Commission), que controla a segurança de produtos de consumo nos EUA, rejeitou pedido de proibição do uso e fabricação de brinquedos de PVC plastificados com o ftalato DINP, feito por 11 grupos ambientalistas liderados pela ONG "Environmental Trust Fund". A CPSC mostrou-se coerente com os posicionamentos adotados anteriormente. Em meados de 2001 a Comissão afirmou, após concluir alguns estudos, que "crianças que usam brinquedos de PVC contendo DINP não correm perigo em termos de saúde" (leia mais em http://www.institutodopvc.org/dinp.htm). A indústria americana recebeu positivamente a rejeição, especialmente porque é uma decisão baseada em fatos científicos e não em posicionamentos políticos como algumas ONG’s tratam o assunto.

Estados Unidos: Agencia de Proteção Ambiental (EPA) reclassifica plastificantes - A EPA retirou ftalatos de sua lista de produtos químicos classificados como PBT (Persistent Bioaccumulative Toxic). A solicitação de reclassificação foi feita pelo ACC (American Chemistry Council), através do PEP (Phthalate Esters Panel) e se baseou em fatos científicos que comprovam sua biodegradabilidade, que não se bioacumulam e que não causam riscos às pessoas que usam PVC flexível que os contenham.

Grécia: Comitê Olímpico não restringirá uso de PVC na Vila Olímpica - Antes mesmo de saber se alguma cidade americana seria sede dos Jogos de 2004, o Comitê Olímpico Americano já havia classificado o relatório do Greenpeace (que pedia o fim do uso de alguns plásticos na construção da Vila) como "extremamente radical". Os Jogos de 2004 ocorrerão em Atenas, Grécia, e o Comitê Olímpico Grego já anunciou que não vai restringir o uso de qualquer tipo de material na construção da Vila Olímpica, a não ser que estudos científicos confiáveis comprovem danos ao meio ambiente. O comitê espera evitar os erros cometidos em Sidney/2000, quando nem todas as diretrizes para preservação ambiental respeitaram os fatos científicos.

Vida contemporânea

Design do PVC facilita nosso dia-a-dia - O ECVM (European Council of Vinyl Manufacturers) firmou parceria com a agência de design Fiona Davidson & Gitta Gschwendftner. 0 principal objetivo e criar produtos inovadores em que a relação PVC/design solucione inconvenientes corriqueiros do dia-a-dia. Os resultados já apareceram, como o vaso de flores cuja altura pode ser ajustada manualmente de acordo com o arranjo ou a fruteira que se molda de acordo com as frutas acondicionadas.

Caixinhas de PVC: multiuso - A versatilidade e o design permitidos pelo PVC levou a agência OIO a criar caixas de PVC para armazenar bijuterias, fotografias, canetas etc. Confeccionadas com chapas de PVC expandido, são leves, possuem cantos arredondados, toque suave e são coloridas, se adequando plenamente ao ambiente no qual está sendo utilizada.

Entrevista:

O vice-Iíder na Câmara dos Deputados, deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), fala sobre a questão habitacional no Brasil no governo Lula.

berz11.gif (11059 bytes)
Ricardo Berzoini


O que o programa do governo Lula prevê para o setor habitacional?

Berzoini - De imediato, queremos reformular a maneira como o FGTS é gerido para ampliar o volume de financiamento e melhorar o padrão das negociações feitas pela Caixa Econômica Federal. Também precisamos criar mecanismos de acesso mais rápido da população de baixa renda a moradia, principalmente com a aprovação do Fundo Nacional de Moradia, um projeto de iniciativa popular que tramita há dez anos no Congresso Nacional. Acreditamos que esse fundo possa ser um elemento fundamental para segregar recursos para o financiamento de habitação para a população de baixa renda.

Já existem projetos para serem implementados?

Berzoini - Sim, há mais de dois anos criamos um projeto chamado Moradia. Esse projeto tem como principal foco equacionar a questão fundiária e as questões de construção, financiamento e ganho de produtividade. Tudo isso pode ser obtido se conseguirmos articular os setores federal, estadual e municipal para viabilizar a construção de 600 mil casas e apartamentos por ano, por meio de uma estratégia de financiamento que permita inclusive as camadas de baixíssima renda terem acesso à moradia.

E os consórcios da casa própria serão mantidos?

Berzoini - Em princípio nós não somos contra os consórcios. Só não achamos que eles sejam o instrumento mais viável de financiamento, até porque, diferente dos automóveis, não é possível que as pessoas fiquem esperando para morar. Para os segmentos da classe média é até razoável, contudo, para os segmentos de baixa renda não acreditamos que funcionem.

Qual será a política para diminuir o atual déficit habitacional?

Berzoini - A nossa política é tentar em dez anos, como objetivo nacional e não apenas do governo, eliminar o déficit habitacional do nosso Pais. Sabemos que a tarefa não é fácil pela crise econômica que o Brasil atravessa. Contudo, devemos trabalhar com esta meta até como forma de superar a crise de emprego. A construção de moradias tem grande capacidade de empregar pessoas de baixa, media e alta qualificação profissional. E fundamental que o Brasil trabalhe com a questão de moradia, não apenas como direito social, mas também como forma de alavancar o desenvolvimento sem pressionar as importações.

Há intenção do governo em fazer parcerias com o setor privado para projetos habitacionais?

Berzoini - Sim, o governo acredita que o apoio da iniciativa privada é fundamental para que possamos garantir a rápida ampliação do setor habitacional. Acreditamos que, tanto do ponto de vista financeiro como do construtivo, poderemos fazer boas parcerias para que haja um crescimento considerável da construção civil em nosso Pais.

Como o governo pode incentivar as novas tecnologias de construção como, por exemplo, as casas de PVC?

Berzoini - São alternativas importantes. Eu tomei conhecimento dessa tecnologia há pouco tempo e fiquei bastante entusiasmado com o método construtivo. Creio que possa ser uma alternativa bastante relevante, principalmente se o custo for de fato inferior aquele da metodologia construtiva tradicional. Considerando o que foi exposto, haveria uma grande redução do desperdício de materiais, isso resolve dois problemas: o de economia e da questão ambiental, pela grande quantidade de material que acaba se tomando resíduo de difícil manipulação após a construção.

berz1.gif (12529 bytes)

print.gif (1497 bytes)


Clique aqui para fazer o download (0,20 MB)



[ Página Principal ] [ O PVC ] [ Aplicações ] [ O Instituto ] [ Publicações ] [ Notícias ] [ Links ]