
Íntegra
da edição n.º 19 O sonho da casa própria muitas vezes pode se tornar um pesadelo. Primeiro vem a escolha do imóvel, depois a aquisição, a mudança, e ... poucos anos depois as paredes estão rachando, a umidade destruiu os móveis, apareceu cupim nos batentes, etc. Por isso, a escolha do "lar-doce-lar" tem que ser cautelosa e criteriosa. Para atender às exigências dos consumidores uma demanda crescente de clientes informados e abertos a novas tendências - o mercado de construção civil brasileiro vem revendo seus conceitos e se modernizando a passos largos. E é aí que entra o PVC. O produto, por suas propriedades específicas e custo competitivo, deixou de estar presente somente nos itens isolados de uma casa, como tubos e conexões, janelas, portas, forros, pisos, fios e cabos, etc, para compor uma casa inteira. A novidade é a casa de PVC, patenteada pela empresa gaúcha Medabil como CasaForte. Esse sistema construtivo foi aprovado pelo Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pela Caixa Econômica Federal - que abriu uma linha de crédito de 25 anos - e pelos próprios consumidores. Afinal, somente na primeira semana de seu lançamento, a empresa recebeu mais de 26 mil consultas de todo Brasil sobre seu novo produto. A casa de PVC é construída com tecnologia de ponta, proporcionando uma redução significativa de desperdício, (cerca de 30%) e agilidade na construção, que é de uma semana, em média. Segundo Attilio Bilibio, presidente da Medabil, a casa apresenta características técnicas e estéticas que serão facilmente identificadas como diferencial de mercado. "O PVC não oxida, evita o aparecimento de fungos e cupins, não propaga fogo, é 100% reciclável, tem alta resistência, não exige manutenção e tem grande durabilidade", explica. O processo de fabricação da CasaForte é 100% industrializado. "Depois da colocação da laje de concreto, vem a montagem das paredes, compostas por várias colunas ocas de PVC auto-encaixáveis, que são preenchidas com concreto leve. Com a casa pronta, o proprietário pode optar por paredes de PVC in natura, pintadas e até texturizadas, dando um aspecto mais sofisticado", explica Alexandre Pizzato, gerente técnico da unidade de casas da Medabil. O valor médio do metro quadrado da casa de PVC é de R$ 350,00. Muito comum em países como Chile, México, Filipinas, Canadá e Estados Unidos, a Casa de PVC tem tudo para revolucionar o mercado imobiliário brasileiro. Sem ajuste fiscal sustentável, crescimento não decolaDe 1951 a 1980, a taxa média de crescimento da economia brasileira foi de 7,4% ao ano, garantindo ao País melhoria expressiva de sua posição no ranking das maiores economias do mundo. De 1981 a 1994, período que inclui a chamada década perdida, a taxa média cai para 2%, e na primeira fase do Plano Real (1995-1998), essa taxa sobe um pouco, alcançando 2,6%. Supondo que o crescimento deste ano feche em 2%, a taxa média cairia para 2,2% na fase II do Real (1999-2002). Assim, de 1981 para cá, a taxa média de crescimento da economia brasileira terá caído para algo entre 2 e 3%, menos da metade do crescimento médio nas décadas de 50, 60 e 70, e seguramente abaixo das taxas verificadas em países emergentes bem sucedidos, como Chile e México. De forma muito sintética, o Plano Real conseguiu jogar a inflação crônica por terra de forma satisfatória até agora, embora não tenha sido ainda possível para o País encontrar caminho rumo à retomada do crescimento. Isso envolve reduzir o elevado risco que ainda caracteriza o País e, por conseqüência, as gigantescas taxas de juros em vigor. Desde a flexibilização do regime cambial, no início de 1999, as autoridades monetárias vêm adotando a chamada política de metas de inflação, sob a qual o Banco Central persegue a redução gradativa da taxa de inflação. Graças a ela, a inflação anual reduziu-se de 8,9% em 1999, para 6,0% em 2000, embora tenha subido para 7,7% no ano passado. A meta deste ano está centrada em 3,5% ao ano. Nos tempos atuais, o grande foco de pressão sobre preços são as subidas da taxa de câmbio, pois desde 1999 opera um regime de câmbio flutuante em nosso País. Subindo o câmbio, aumentam os preços de bens e serviços ligados direta ou indiretamente ao comércio externo. Subindo os juros, o BC provoca um desaquecimento da economia, criando, assim, ambiente menos favorável para o repasse do aumento do câmbio para os demais preços. O BC sabe que a fixação de taxas de juros mais altas é um remédio doloroso, pois provoca desemprego. E como o governo não consegue reduzir gastos públicos nem aumentar receita rapidamente, o que dispensaria o uso intensivo que o BC faz da taxa de juros na condução da política anti-inflacionária, se houver ameaça às metas de inflação, este não terá saída a não ser manter política monetária apertada. Ultimamente, há temor de novas pressões sobre o câmbio derivadas tanto do comportamento das contas externas, como do aumento do risco do País, dessa feita em face da evolução recente dos resultados das pesquisas eleitorais. É por tudo isso que quase 100% das apostas do mercado financeiro são de que a taxa básica de juros deve demorar a voltar aos menores níveis de sua história recente, algo entre 15 e 16% ao ano, alcançados no primeiro trimestre do ano passado. Só que, para a tão desejada retomada do crescimento, é preciso ir ainda mais longe na redução dos juros: descontada a inflação, as taxas reais precisam pelo menos encostar nas taxas praticadas em países como o México e Chile. Nesse sentido, não há muita escolha a não ser aprofundar reformas estruturais e equacionar definitivamente o problema fiscal, mantendo inalterado o atual regime de câmbio flexível. Só assim o País conseguirá recuperar sua antiga posição privilegiada no ranking mundial de maiores economias. Raul Velloso ,economista, Este artigo foi escrito exclusivamente para o PVC Atualidades. Acontece: Agenda Café da manhã Palestrante: Raul Velloso, promovido pelo INSTITUTO DO PVC. Tema: "O Brasil de hoje: um balanço político e econômico e seus desdobramentos". Local: Hotel Sofitel. Av. Sena Madureira, 1355 - Ibirapuera, São Paulo - SP.
Pelos Continentes
Comunidade Européia (CE) Indústria européia do PVC publica segundo relatório sobre o Acordo Voluntário O documento aponta progressos nas atividades do Acordo Voluntário "Vinyl 2010", que contém uma série de compromissos da indústria com a CE. O coordenador do "Vinyl 2010", J. P. Pleska, disse que "os trabalhos iniciados há 4 anos já apresentam progressos reais", revelando-se confiante em atingir as metas estabelecidas. Os resultados mostram que o PVC é realmente seguro e tem, cada vez mais, atendido às exigências ambientais que envolvem a Europa. Apesar do sucesso, o ECVM - European Council of Vinyl Manufacturers - teme que "a Comissão Européia adie a avaliação do Acordo, abrindo espaço para acusações cientificamente infundadas sobre o PVC". Dinamarca Estudo mostra comportamento ecológico do consumidor Está cada vez mais em voga o uso dos "eco-labels" ou selos ambientais em produtos. Considerados por muitos apenas instrumentos de marketing, sua principal função é estimular o consumidor a optar por produtos "amigos do meio ambiente" na hora da compra. Muitas pesquisas demonstraram que o consumidor tem discernimento para reconhecer os selos, mas na Dinamarca foi feito um estudo diferente, que mostrou sua relação com o comportamento do consumidor, e a conclusão é que este é influenciado pelos selos. Reino Unido PVC ajuda a salvar vidas de bebês em hospitais Médicos da Faculdade de Medicina da Universidade de Leicester estudaram as causas do aumento de doenças respiratórias em bebês hospitalizados. Descobriram altas concentrações de bactérias nos berços, pois os colchões utilizados eram recobertos com material poroso, permitindo que sua espuma absorvesse os líquidos gerados pelos bebês internados. Como solução, estão recobrindo os colchões com mantas de PVC, pois estas são impermeáveis, possuem propriedades antifungos, antibactérias e são de fácil higienização. PVC é utilizado em coadores de café Aqueles coadores de pano, utilizados no interior do País por cerca de 80% das donas-de-casa, ganhará ares urbanos. Uma empresa produtora de café, no Espirito Santo, lançará coadores fabricados com flanela de ótima qualidade, sustentada por fios de alumínio e empunhaduras de PVC para evitar aquecimento excessivo. Devido aos produtos utilizados, a expectativa é que o "novo" coador tenha vida útil longa. Empresa se especializa na utilização de PVC reciclado para revestimento de moradias A empresa francesa Novafloor está reciclando PVC pós-consumo para produzir placas que são aplicadas na parte externa das residências, substituindo telhas, divisórias e pisos feitos com materiais tradicionais. As placas podem ter aspecto de madeira, pedra, mármore, ardósia, etc. São também muito utilizadas em construções de abrigos de ações humanitárias. Na passarela do futebol, chuteiras e luvas comcores vibrantes e desempenho excepcional Foi-se o tempo em que brilho e cores vibrantes compunham somente o guarda-roupa feminino. Afinal, a última moda em chuteiras e luvas de goleiro é ditada por cores como dourado, prateado, vermelho, laranja e azul royal. Influência de craques como Ronaldinho Gaúcho, que vai entrar em campo durante a Copa do Mundo com sua famosa chuteira dourada. Mas não é só por brilhos e cores que os artigos esportivos se destacam. É preciso ter design ergonômico, leveza, maciez, resistência e durabilidade para conquistar de vez o consumidor-atleta. Características dos produtos feitos de PVC, que aliam alta tecnologia com custo competitivo. "Hoje, os produtos disponíveis no mercado têm excelente resistência ao rasgo, flexibilidade, não absorvem a água e, visualmente, são bastante similares ao couro natural", explica Cristian Nagao, gerente de produto da Umbro. No futebol, o PVC é utilizado no solado e na parte externa da chuteira, e no dorso das luvas. Além disso, o produto é amplamente utilizado na cobertura de estádios, como o "Stade de France", construído nos arredores de Paris para a Copa do Mundo de 1998. Café da manhã recheado de Ética O primeiro café da manhã de 2002, realizado pelo Instituto do PVC no final do mês de março, surpreendeu os cerca de 80 participantes com um tema inusitado: ética na família e nos negócios. Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade, ilustrou os convidados - que neste evento estavam acompanhados de seus familiares - abordando a ética nos negócios. Tânia Zagury, filósofa e mestre em educação da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), também sensibilizou a platéia ao falar sobre importância da educação dos filhos e os reflexos diretos na carreira profissional de cada um deles. Segundo Zagury, a falta de disciplina e limites na infância afetam o sucesso profissional. Pelo que se pôde ver e sentir, os participantes saíram do café da manhã com uma bagagem extra de otimismo e conhecimento. Resposta ao Leitor: Qual a durabilidade do PVC?Os produtos de PVC apresentam ciclos de vida útil longos, que estão associados às suas aplicações. Podem ser divididos da seguinte forma: 12% dos produtos têm vida útil de até 2 anos, como as embalagens; 24% de 2 a 15 anos, como produtos utilizados na indústria automobilística e 64% de 15 a 100 anos, como produtos da construção civil. O PVC é reciclável?Sim, o PVC é 100% reciclável pelos 3 processos conhecidos atualmente: químico, energético e mecânico. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em www.institutodopvc.org/reciclagem. Clique aqui para fazer o download (0,36 MB) |