
Íntegra
da edição n.º 15 Hoje, quando se fala em brinquedo, entende-se tecnologia e materiais de ponta capazes de fazer qualquer sonho de criança torna-se realidade, principalmente quando o assunto são bebês. São bonecas que imitam ídolos infantis, além de bolas, mordedores, carrinhos, pistas de autorama, bonecos infláveis, bóias, casinhas de boneca, escorregadores, balanças, robôs, utensílios de cozinha (infantil), entre outros. O mundo encantado das crianças não tem fim, ainda mais quando aliado a tudo isso elas têm uma coisa muito valiosa: a imaginação. No entanto, nenhuma imaginação e tecnologia são suficientes se na hora da fabricação desses brinquedos não existir uma matéria-prima capaz de tornar esses sonhos cada vez mais reais. Maciez, textura parecida com a da pele humana, toque agradável, segurança, resistência e atoxidade. Essas são as características principais do material ideal e também do PVC, o plástico mais pesquisado do mundo e utilizado na fabricação de brinquedos há mais de meio século e com toda segurança. "O PVC (ou vinil) acariciam o bebê e as crianças de todas as idades. A sensação do toque é tão agradável quanto à pelúcia", afirma J. Eduardo Pañella, diretor da Toyster, empresa que utiliza PVC na produção de seus brinquedos. "O PVC transformado é utilizado nas nossas principais linhas direcionadas às crianças, o que corresponde a 1/3 do negócio total", explica Pañella. A linha Bda, por exemplo, é feita de vinil e compreende 25 produtos para bebês a partir de três meses. "A qualidade do material nos permite produzir brinquedos macios e laváveis, além de serem atóxicos. Também são coloridos, levemente perfumados, gostosos para morder e possuem design diferenciado", ressalta. Já a linha Flooty, de infláveis, possui uma gama de 16 produtos, entre eles bóias, bonecos Teimoso e pranchas infláveis. "A norma para brinquedos é muito rígida. Nunca a descumprimos. Se ela muda, modificamos nosso produto para que ele se enquadre nela", comenta Pañella. Localizada no Recife e pioneira no Nordeste na fabricação de bolas de PVC, desde 1968, a Vinilplás produz de 500 a 700 mil unidades por mês dos mais variados tipos, cores e tamanho de bolas. "O PVC nos permite essa variação", comenta João Tobias de Melo Peixoto, gerente comercial, que está lançando no mercado bolas de PVC aromatizadas. "A bola ainda é o brinquedo mais barato e mais comprado hoje em dia", afirma. "Até dois anos atrás, tínhamos que importar matéria-prima, hoje não é mais necessário", complementa. Do total de brinquedos fabricados no país, 80% são fabricados com matérias-primas plásticas. Desse total, 30% refere-se ao PVC. As vendas anuais da indústria de brinquedos somam aproximadamente R$ 1 bilhão. A produção de bonecas, grande consumidor de PVC, responde a 25% de toda a receita e por ser um material durável, resistente, de fácil limpeza e quimicamente inerte, pode ser colocado na mão de crianças com toda segurança.. Opinião: Cores, formas, beleza, atratividade, componente lúdico, educativo e afetivo. Quem vê um brinquedo pronto e acabado, não tem noção dos fatores determinantes de cada detalhe do produto. Cada brinquedo traz consigo a missão especial de educar, desenvolver afetividade, criatividade e fantasia. Além de ser estrategicamente desenvolvido para cada faixa etária do consumidor infantil. Este é o brinquedo por trás dos bastidores. Inúmeros designers criando vinte e quatro horas por dia, tentando alcançar as fantasias e desejos do consumidor infantil que, ao contrário do que muitos pensam, é muito exigente. E, no final, um exército inteiro na linha de produção pintando olhinhos, costurando vestidinhos, arrumando cabelinhos, colocando rodinhas. Enfim, trabalhando para tornar esta fantasia real. Para que todo este processo seja possível, é preciso contar com materiais cada vez mais versáteis, resistentes, seguros e bonitos. O brinquedo precisa agradar à visão, ao tato, ao olfato, senão a criança não quer. E se ainda por cima não for seguro, os pais não compram. Por atenderem a estes fatores, os termoplásticos representam atualmente mais de 90% do material empregado nos brinquedos. Dentre estes, o PVC possui atributos peculiares. Tem um grau de dureza muito amplo, que permite realizar desde um boneco de apertar e morder para bebês de berço, até sofisticados personagens e carrinhos altamente resistentes ao impacto. Sem falar nas inúmeras possibilidades para o brinquedo mais popular entre os meninos, a bola, de todas as cores, tamanhos e graus de resistências. A riqueza de detalhes é outro fator muito importante, e o PVC permite isso. Os produtos podem ser cada vez mais elaborados, acompanhando o gosto, o desejo e as exigências do consumidor infantil quanto às cores, à plástica e à textura do brinquedo. É também altamente seguro, porque atende aos mais rigorosos padrões de saúde e segurança que implementamos em todo o setor, para garantir a integridade física das crianças. Mas a grande parceria corporativa entre os fabricantes de brinquedos e os fornecedores de PVC está na agilidade. A logística e o processo de produção do PVC permitem grande velocidade comercial para o lançamento de novos produtos, e o fator novidade é extremamente importante neste mercado tão disputado. As crianças querem "ontem" o que viram na TV "hoje". E os pais compram, porque o Brasil é o 3° país, no mundo inteiro, onde a criança possui maior grau de importância no seio familiar. O desejo da criança é uma prioridade no lar do brasileiro. E cada brinquedo assume formas e valores diferentes, a partir do prisma que a criança enxerga. O brinquedo é exatamente o que a criança pensa que ele é. Com a velocidade de mudanças, com a quantidade de novas informações que este pequeno consumidor recebe diariamente, precisamos ser rápidos e eficientes para atender aos desejos das criativas crianças brasileiras. E queremos continuar contando com os parceiros do PVC na materialização das fantasias infantis. Synésio
Batista da Costa, Acontece: Agenda FISPAL 2001 17a Feira Internacional de Tecnologia & Embalagens para a Indústria Alimentícia.
PVC em dia: Pelos Continentes Estados Unidos: Associações americanas desejam discussões baseadas na ciência - O The Vinyl Institute (VI) e a American Plastics Council (APC) promovem encontro com legisladores dos EUA. O objetivo é propor que a escolha de materiais a serem utilizados nas construções dos chamados edifícios verdes ou "Green Buildings" seja baseada em aspectos científicos e não na simples discriminação de materiais, fato este que vem ocorrendo. Estados Unidos: Câmara de Comércio Americana (Amcham/EUA) se opõe às diretrizes de ambientalistas para os Jogos Olímpicos - O VI e a APC entraram em contato com o presidente da Amcham/EUA, Tom Donohue, para explicar as incoerências contidas em relatório enviado pelo Greenpeace ao Comitê Olímpico Americano. A ONG pede o fim do uso de combustíveis fósseis e banimento de alguns plásticos nas obras Olímpicas, caso os EUA sejam eleitos sede dos Jogos em 2004. O presidente da Amcham/EUA contatou o Presidente do Comitê Olímpico rebatendo a plataforma dos ativistas, classificando o documento de "extremamente radical". Itália: Filmes de PVC são considerados seguros - O Centro, de Informação da Itália considera os filmes de PVC como a embalagem mais segura para preservar e proteger alimentos. Uma pesquisa entre os italianos confirma esta informação. Mais de 90% dos entrevistados disseram que utilizam filmes de PVC por considerá-los completamente seguros. Na Itália, foram consumidas cerca de 20.000 toneladas de filmes e na Europa, cerca de 100.000 toneladas, entre 1998 e 1999. Austrália: Mais reciclagem de embalagens de PVC - O programa australiano pretende reciclar, até 2003, cerca de 25% das embalagens de PVC utilizadas anualmente, saindo da atual taxa de reciclagem de 5% e atingindo cerca de 20 milhões de recipientes. No começo, apenas a região sul do país será beneficiada com o Projeto, mas segundo Robert Hill, Ministro do Meio Ambiente da Austrália, "outras cidades e centros regionais serão integrados ao programa rapidamente". Vida contemporânea Compostos organoclorados naturais são
indispensáveis à vida - Cientistas do mundo todo já catalogaram
mais de 2.000 organoclorados produzidos naturalmente. Muitas dessas moléculas têm
importante papel ecológico e medicinal, como fungos que liberam enzimas organocloradas,
úteis à decomposição de madeira e algas, musgos e esponjas marinhas capazes de
sintetizar organoclorados úteis no combate a infecções e até ao câncer. Os cientistas
surpreenderam ao informar que Discos de vinil não são apenas peças de museu - Além de colecionadores, muitos DJ's preferem trabalhar com os LP ("Long Players"), feitos com PVC (ou vinil). Com uma aura "cult", algumas bandas continuam lançando LP, em edições limitadas, de seus novos álbuns. A tecnologia avançou tanto que a empresa inglesa Vestax colocou no mercado um aparelho gravador de vinil, o VRX 2000. Agora já é possível transformar os mais variados tipos de arquivos de músicas em discos de vinil. Os possíveis impactos da redução de energia na cadeia produtiva do PVC A medida anunciada pelo governo de que as indústrias terão que reduzir o consumo de energia elétrica entre 20 e 25% causará resultados negativos em todos os setores da indústria brasileira. É o que diz um estudo feito pela FGV sobre os impactos do corte de energia no período de 1 de junho até 30 de novembro de 2001. Intitulado como "O Impacto do Racionamento de Energia Elétrica sobre a Indústria Energo-lntensiva" e coordenado pelo professor Fernando Celso Garcia de Freitas, do departamento de Planejamento e Análise Econômica, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo projetou os efeitos negativos do racionamento, num período de seis meses, para os maiores consumidores industriais brasileiros. Entre as conseqüências para economia brasileira, o estudo estima redução de US$ 1,6 bilhão na balança comercial, queda de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e perda na arrecadação tributária em mais de 30% (R$ 6,6 bilhões). No caso específico das resinas de PVC, sabe-se que a cada crescimento do PIB de 1% a demanda pelo produto cresce historicamente 1,7%. Levando-se em consideração o crescimento já verificado até o momento, de acordo com dados fornecidos pela Abiclor, uma redução de 20% no fornecimento de energia elétrica implicaria em uma perda de 16,6%. Diante desse quadro, os produtores nacionais de resinas de PVC, sensíveis aos problemas que a perda de produção acarretará para a indústria de transformação, deverão reduzir as exportações de EDC (1,2-dicloroetano) e PVC de modo a atenderem o mercado interno. Por outro lado, os custos deverão se elevar em função não só da perda de produção, como também pela conseqüente perda de receita. Lampreia fala aos empresários da cadeia do PVC Com o objetivo de oferecer aos sócios da Entidade a oportunidade para debaterem questões políticas, econômicas e ambientais, o Instituto do PVC promoveu um Café da Manhã com o Embaixador Luiz Felipe Lampreia e os empresários da cadeia produtiva do PVC. O encontro, que aconteceu no dia 18 de maio no Hotel Sofitel, em São Paulo, reuniu cerca de 70 empresários que discutiram com o Embaixador, temas como Mercosul, Alca, subsídios, entre outros. Na ocasião, Lampreia fez várias advertências ao Brasil em relação a Alca, alertando para o fato de que o Canadá e os EUA vêem o Brasil somente como mercado consumidor. O Embaixador afirmou que ainda vai demorar alguns anos para que se tenha alguma definição. Segundo ele, a Alca pretende ser superior à Organização Mundial do Comércio (OMC). Quando questionado sobre a competência dos diplomatas brasileiros que teriam levado o Brasil a não obter sucesso na Alca ou no Mercosul, Lampreia afirmou que, atualmente, cerca de 200 diplomatas brasileiros participam de negociações internacionais e têm de dez a vinte anos de experiência. Segundo ele, o País tem pouco peso nestas decisões pois participa com menos de 1% do comércio mundial. Sobre a Argentina, Lampreia avaliou que o ministro da Economia, Domingos Cavallo, provocou uma grande desorganização no Mercosul ao abandonar acordos aduaneiros bilaterais com os parceiros Brasil, Uruguai e Paraguai. PVC ajuda a reduzir gastos com energia O engenheiro e professor da Universidade de São Paulo (USP), Augustin T. Woelz, desenvolveu um aquecedor solar de baixo custo, para ser usado pelas famílias de baixa renda de todo país. O equipamento é feito com placas de PVC e polipropileno pintadas de preto. "A tecnologia é tão simples que qualquer pessoa poderá construir seu próprio aquecedor", explica o professor Augustin. O especialista garante que o uso do aquecedor solar reduzirá em 35% os custos com energia. "Isso significa uma economia de 60 KWH por mês, o que corresponde a R$ 20,00 para uma família de quatro pessoas. Para conhecer melhor o projeto Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC), clique aqui.
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