
Íntegra
da edição n.º 13 Tubos de PVC: as artérias saudáveis do Saneamento Básico Já há algum tempo o Saneamento Básico é tido como sinônimo de qualidade de vida no mundo todo. Cada vez mais a ausência de um sistema de saneamento adequado gera baixa expectativa de vida, doenças e até mesmo mortes. Para se ter uma idéia, de acordo com dados do Ministério da Saúde (DATASUS), 913 crianças por hora, 15 por minuto ou uma a cada quatro segundos morrem no mundo por doenças relacionadas à falta de saneamento. Só no Brasil, 28 crianças de 0 a 4 anos morrem diariamente pelo mesmo motivo. Sabe-se, no entanto, que investimentos nesse setor, até mesmo pela inexistência de um sistema de Saneamento Básico adequado, são altos e não são prioridade nos planos do governo. Exatamente por isso, busca-se uma solução que agregue evolução tecnológica, maior qualidade e durabilidade, mais simplificação no processo construtivo e menor custo de implantação e operação. Profissionais do setor já constataram que esses custos podem se reduzir em até 40% quando baseados em componentes 100% plástico. E aí entra o PVC, material que se adequa em todos os itens citados anteriormente. Hoje em dia, o setor brasileiro de Saneamento Básico consome cerca de 50 mil toneladas por ano de PVC, para ser aplicado principalmente nos sistemas de tratamento de água. De acordo com Ivo Gramkow, diretor de Infra-Estrutura e novos negócios da Tigre, uma das maiores produtoras de tubos e conexões do mundo, o país utiliza o PVC nesse setor desde a década de 70, mas ainda está pouco presente na área de esgotos. "Nos sistemas para tratamento de água, o PVC tem se mostrado cada vez mais eficiente para as aplicações que necessitam de tubos com bitola até 400 mm. Não há concorrentes para ele", explica. A Tigre está desenvolvendo tubulações com bitolas maiores, para serem utilizadas principalmente nos sistemas de esgotos, onde a participação do PVC ainda não é significativa. O PVC oferece um custo muito bom e tem uma ótima funcionalidade, ou seja, pode durar séculos, não enferruja, possui alta resistência e não há perigo de vazamentos", afirma Gramkow. Quanto à tecnologia utilizada para esse segmento, Gramkow afirma que tem custo elevado, mas garante que nos últimos cinco anos, praticamente 90% do parque fabril, dos 50 produtores de tubos existentes no Brasil, foi reformulado. "Temos padrões mundiais de qualidade, tanto quando de tecnologia empregada, como em matéria-prima utilizada", comenta. "A importância de se ter um sistema de Saneamento Básico adequado e que atenda a todas as classes sociais é importantíssimo para que se tenha qualidade de vida. Quanto a isso, o Brasil não tem feito bem sua lição de casa", conclui Gramkow. Reuso de água A água utilizada para preparar o suco que tomamos hoje no café da manhã é a mesma que já teria passado pelo estômago de Julio César, banhado Cleópatra, evaporado nas corredeiras do Tietê, movido as turbinas de Itaipú, desaguado no Atlântico e levada pelas vagas fundamentalistas do São Francisco, a jusante de Xingó. Ela é parte dos 1.386 quilômetros cúbicos da mesma água que vem circulando na terra nos últimos 500 milhões de anos. É a única da qual dispomos e da qual sempre dispusemos. O milagre da conservação é perpetuado pelo ciclo hidrológico que, através da evaporação, condensação e precipitação faz com que a água do nosso planeta seja um recurso renovável. Quando reciclada através de sistemas naturais, se constitui em um recurso limpo e seguro até que seja, através da atividade antrópica, deteriorada a diferentes níveis de poluição. Nas regiões áridas e semi-áridas, a água se tornou um fator limitante para o desenvolvimento urbano, industrial e agrícola. Planejadores e entidades gestoras de recursos hídricos, procuram, continuamente, novas fontes de recursos para complementar os escassos recursos hídricos ainda disponíveis. O fenômeno da escassez não é, entretanto, atributo exclusivo das regiões áridas e semi-áridas. Muitas regiões com altos índices pluviométricos, mas que geram volumes insuficientes para atender a demandas excessivamente elevadas, também experimentam conflitos de usos e sofrem restrições de consumo, que afetam o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida. Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, a falta crônica de água é atribuída à uma falha de planejamento dos Jesuítas. Eles são acusados de terem escolhido este planalto irrigado com as poucas águas das cabeceiras do Tietê, para abrigar 16 milhões de habitantes e um dos maiores complexos industriais do mundo. Como conseqüência, estabeleceu-se a prática da busca incessante de recursos hídricos complementares de bacias vizinhas, que se traduzem em aumentos consideráveis de custo, além dos evidentes problemas legais e político-institucionais associados. Esta prática tende a se tornar cada vez mais restritiva, face à conscientização popular, arregimentação de entidades de classe e ao desenvolvimento institucional dos comitês de bacias afetadas pela perda de recursos hídricos valiosos e insubstituíveis. Nesse cenário, o conceito de "substituição de fontes" aparece como a alternativa mais plausível para atender a demandas menos restritivas, liberando águas de melhor qualidade para fins mais nobres, como o abastecimento doméstico. Em 1958 o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, formulou uma política de gestão de áreas carentes de recursos hídricos que suporta este conceito: "a não ser que exista grande disponibilidade, nenhuma água de boa qualidade deve ser utilizada para usos que toleram águas com qualidade inferior". Este conceito suporta a prática do reuso, estabelecendo, implicitamente, que os efluentes para reuso não necessitam serem tratados a níveis de qualidade superiores aos mínimos necessários para os fins específicos a que se destinam. Reuso e conservação da água se constituem, hoje, nas palavras chave de maior importância, em termos de gestão de recursos hídricos. A prática do reuso, ainda incipiente no Brasil espera para ser institucionalizada e integrada aos planos de proteção e desenvolvimento de bacias hidrográficas. Para isso é necessário, antes de mais nada, o passo fundamental que restringe a grande maioria dos processos de modernização nacional - vontade política, na esfera mais elevada dos tomadores de decisão! Por Ivanildo Hespanhol Acontece: Agenda
PVC em dia: Pelos Continentes Canadá/Estados Unidos: Cientistas e entidades apoiam o uso do PVC na área médica Apesar dos insistentes pronunciamentos de cientistas e entidades de grande credibilidade internacional, como a EPA (Agência de Proteção Ambiental) e o FDA (órgão do Governo para controle de Alimentos e Drogas) a favor do uso do PVC em artigos destinados à área médica, continuam os ataques ao uso do produto em função dos ftalatos utilizados para tornar os materiais flexíveis. Nesta polêmica, destaca-se o pronunciamento do Dr. Bill Durodié, diretor do CEI, renomada entidade especializada em projetos industriais. Ele divulgou seu descontentamento da forma de como essas entidades desconsideram o trabalho dos cientistas e médicos que há mais de 50 anos convivem com o PVC, sem que tenham presenciado ou, registrado qualquer caso de paciente contaminado pelo uso de seus aditivos. Suíça: Eliminada restrição ao PVC Após 10 anos de restrição ao uso de PVC em garrafas e frascos, o Conselho Federal Suíço anunciou a suspensão de tal medida, após constatar que os produtos de PVC são perfeitamente adequados a estes tipos de aplicação, pois estudos científicos eliminaram qualquer preocupação com o produto. França: "Autovinyle", associação criada para estimular a reciclagem do PVC em autopeças, publica os resultados de 3 anos de atividades Conscientes da importância da preservação do Meio Ambiente, "a Autovinyle" - que é formada por importantes empresas montadoras européias, como a Peugeot, Citroen e Renault, pelos recicladores Choise S.A. e Guy Danphin Environment e pelos produtores de resina de PVC Atofina/Resinoplast, Solvay e LVM - apresentou seu relatório anual, publicando os resultados obtidos nos 3 anos de sua existência. Os dados mostraram que as quantidades recicladas de PVC atingiram 2.200 t em 1999 contra 1.900 t em 1998, representando um crescimento de 16%. Segurança e conforto nas escolas O PVC está sendo utilizado cada vez mais nas escolas, tanto em mesas "anti-choque" quanto em estofamentos de cadeiras, criando um ambiente bonito, seguro e confortável para as crianças. Associação dos produtores de PVC nos EUA lança programa "Vinyl by Design" para arquitetos Como pode o PVC auxiliar os arquitetos e designers a encontrarem as melhores soluções para tornar os ambientes mais práticos e acolhedores, tanto em residências quanto em grandes edifícios comerciais? A resposta pode ser obtida acessando o site do "Vinyl by Design", onde os interessados poderão conhecer novas idéias que estão surgindo no mundo, além de propostas de inovação que tornaram o PVC também ideal para a construção de móveis e decoração, decks para piscinas, cercas, etc. Saneamento básico versus qualidades de vida: Juntas integradas garantem ainda mais qualidade dos tubos de PVC Desenvolvida na Noruega em 1970 e atualmente utilizada em mais de 25 países, a junta elástica integrada começou a ser usada no Brasil em 1999. Segundo Fernando Landi, consultor da Hultec Mercosur, praticamente 90% dos produtores de tubos de PVC para saneamento já utilizam a junta. "A junta elástica integrada é considerada um avanço tecnológico para os tubos de PVC", comenta Landi. De acordo com ele, antigamente os produtores de tubos utilizavam um anel para encaixar um tubo ao outro. Estudos mostram que ocorrem problemas em 4% dos anéis utilizados. O principal diferencial é que a junta já faz parte do tubo e não é uma peça separada. Assim, a qualidade do trabalho não depende da mão de obra que está colocando o anel, mas sim do fornecedor do tubo. Ou seja, passa a existir apenas um fornecedor e maior confiabilidade do usuário, explica o consultor. Através das juntas elásticas integradas pode-se evitar a contaminação da água, o uso incorreto dos anéis e o retrabalho. Além disso, garantem resistência ao impacto, à pressão e um maior diâmetro ao tubo. Dessa forma, as juntas estão possibilitando a entrada no mercado de novas dimensões de tubos de PVC, que podem alcançar até 500 milímetros de diâmetro. Até então, não se pensava, no Brasil, em tubos de PVC para o setor de infra-estrutura (água e esgoto) maiores de 300 milímetros, conclui Landi. Números traduzem a situação atual
Dados retirados do Dossiê do Saneamento Esgoto é
Vida, PVC para garantir água no futuro A água é um bem finito e os próximos anos serão de escassez. Por isso, a palavra de ordem é reduzir o índice de perda que, em grande parte, decorre de vazamentos em reservatórios de água. Para reverter este quadro, existem várias tecnologias de impermeabilização no mercado. Uma delas é a Revestimenta, produzida pela Sibrape. A Revestimenta é confeccionada com uma geomembrana de PVC flexível, de 1 mm de espessura, calandrada pela Sansuy. Com resistência química e estabilidade mecânica aos esforços de tração, punção e sub-pressões, associada ao berço amortecedor do geotêxtil, o sistema é resistente a qualquer fissura que possa ocorrer no concreto, Além disso, é flexível e aéreo, ou seja, não aderido ao substrato, o que faz com que não sofra influências do trabalho que ocorrer no concreto. A tecnologia é indicada tanto para novos projetos como para aqueles reservatórios que já estão em uso. Clique aqui para fazer o download (0,55 MB) |