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Íntegra
da edição n.º 10 Matéria de capa: A famosa pergunta "com que roupa eu vou?", já está demodê. A questão agora é: "com que sapato eu vou?". Dos pés à cabeça, um visual prático, moderno e, sobretudo, confortável está em alta. Para isso, os sapatos deixam de ser um complemento visual. A idéia é o avesso da moda, ou seja, a escolha do sapato é que determina a roupa a ser usada e não mais vice-versa. Seja em solado fino ou plataforma, em tiras ou apenas em detalhes. Seja em tênis, chinelo ou sandália. A ordem do verão é muita cor, transparência, maleabilidade e conforto. A moda pede materiais plásticos e, entre eles, o PVC. Uma das principais responsáveis pela entrada do plástico na indústria calçadista é a gaúcha Grendene, que em menos de 25 anos passou de pequena fabricante de embalagens plásticas a líder absoluta no mercado nacional de calçados. Só para esta temporada, comercializou pelo Brasil 500 mil pares de sandálias e chinelos coloridos das linhas Melissa e Grendha. Incluindo a marca Rider, a Grendene produz hoje 5 milhões de pares de calçados de plástico, principalmente de PVC. "Utilizamos o plástico em 80% da nossa produção. Desse total de material plástico, 90% corresponde ao PVC", afirma Marcius Dal Bo, gerente de Marketing da Grendene. De acordo com o entrevistado, o plástico é uma das tendências desse ano. "Estamos na era dos novos materiais", explica o gerente de marketing. De fato, a alta costura e estilistas de grandes marcas internacionais Armani, Prada, Doce Gabanna, entre outras adotaram o plástico e o elegeram como um material nobre para as suas coleções. "A constante busca pelo novo, para acabar com a concorrência, faz com que pequenos toques de materiais nobres façam a diferença. A leveza, transparência e colorido do plástico colaboram com isso", comenta Dal Bo. O ano que está iniciando promete um crescimento para o setor devido ao aumento das exportações. "Ficamos felizes quando observamos nas vitrines da Europa e dos Estados Unidos calçados com saltos de plástico. De lá saem as grandes tendências", comenta Dal Bo. Além da estética e conforto que o PVC confere aos calçados, seu preço também o torna atraente. "O mercado briga por preços baixos. No ano passado sofremos uma queda considerável", comenta Geraldo Nicolao, gerente de suprimentos da empresa. "Investimos em processos e em novos materiais, de forma a aumentar a produtividade e garantir preços baixos. E o PVC é um grande aliado", afirma Nicolao. Apesar do plástico estar reinando neste verão, sua participação é de 30% a 40% da produção total de calçados brasileiros, mas há muito ainda para ser explorado. A descoberta do PVC pelo setor já é um fato. Porém, é fato também que o seu maior concorrente já está no páreo correndo atrás da qualidade oferecida pelo PVC. Resta muito para se caminhar... e o que vai garantir o sucesso da caminhada é a escolha do produto e calçados corretos. Competitividade, meio ambiente e responsabilidade social Uma das transformações mais significativas, em relação ao meio ambiente, que pudemos observar nos últimos trinta anos foi a mudança da atitude empresarial. Desde os anos 60, em virtude de vários desastres de poluição industrial e, particularmente, após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972, os países industrializados e os em industrialização passaram a adotar padrões de qualidade para o ar e para as águas, padrões de emissão para os efluentes industriais líquidos e gasosos e sistemas de licenciamento das atividades poluidoras. Quando obrigadas a atender à legislação ambiental, naquela época, as indústrias não tinham outra alternativa a não ser adotar o "controle no final do processo" (end of the pipe) isto é, a instalação de caros e sofisticados filtros em sua chaminés e volumosas estações de tratamento dos resíduos líquidos. Este procedimento resultava em altos investimentos e aumento do custo final dos produtos e, consequentemente, a atitude empresarial em relação ao meio ambiente era predominantemente reativa, isto é, as indústrias só atendiam à legislação ambiental quando eram obrigadas pelos órgãos competentes. A competitividade e o meio ambiente eram, então, totalmente antagônicos, e as relações entre as indústrias, os governos e as organizações não-governamentais ambientalistas eram de constante confrontação. A partir dos anos 80, as indústrias entenderam que fazia mais sentido investir na modificação dos seus processos de produção, dando ênfase à minimização da geração de resíduos e sua reutilização ou reciclagem. Em 1989, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA - lançou o Programa de Produção Mais Limpa, com base nas novas tecnologias industriais que permitiam às empresas, inclusive de médio e pequeno portes, fabricar o mesmo produto utilizando menos energia, água, matéria-prima e, ainda, gerando menos resíduos para tratamento final. O Programa previa também, sempre que possível, a substituição de insumos tóxicos por outros não tóxicos ou menos tóxicos. Ao adotarem tecnologias mais limpas, ou simplesmente um bom sistema de gestão ambiental, as indústrias, além de melhorarem seu desempenho, reduziam seus custos de produção e tornavam-se mais competitivas. Hoje, o meio ambiente e a competitividade não são mais antagônicos, e a atitude empresarial com relação ao meio ambiente é mais pró-ativa. Muitas empresas apresentam um desempenho ambiental superior ao exigido pelas normas. Os vários exemplos provam que, atualmente, cuidar do meio ambiente é um grande negócio. No que diz respeito à dimensão social, a indústria desempenha um papel importante na geração de emprego e na produção dos bens que necessitamos para a nossa vida cotidiana. E as empresas estão cada vez mais discutindo o seu papel social. A melhoria contínua do desempenho ambiental, como prevista na ISO 14000, e a responsabilidade social das empresas são, hoje, princípios essenciais do desenvolvimento industrial sustentável, que por sua vez é um requisito fundamental para a sobrevivência da humanidade com uma aceitável qualidade de vida. (A íntegra deste artigo pode ser encontrada na home-page do Instituto do PVC). Por Haroldo Mattos de Lemos
Acontece: Agenda
Pelos Continentes
Brasil: Greenpeace tem propaganda suspensa O Instituto do PVC divulgou, por intermédio da Agência Estado, do jornal O Estado de São Paulo, a condenação do Greenpeace na Inglaterra, que foi obrigado a retirar de circulação os outdoors de uma campanha contra o PVC, considerada enganosa. O pivô da condenação, definida pela Agência Britânica de Publicidade (Advertising Standards Authority - ASA), é a campanha publicitária do cartão de crédito biodegradável feito com plástico de amido de milho que os verdes, em parceria com o Co-operative Bank, apresentaram como alternativa ao PVC. Japão: Indústria do PVC e Grupo Visa: juntas na reciclagem de cartões A Visa, uma das maiores operadoras de cartões de crédito em todo o mundo, acaba de firmar um acordo com o VEC (Vinyl Environmental Council), associação que representa os produtores de PVC no Japão, para reciclar os cartões de crédito descartados pelos clientes dos bancos e demais entidades financeiras. Pelo acordo, os cartões serão coletados pela Visa e enviados aos recicladores cadastrados pelo VEC. A estimativa inicial é de que sejam reciclados cerca de 100 mil cartões por mês. Estados Unidos: Ftalatos causam problemas hormonais: teoria não comprovada O The National Research Council (Conselho Nacional de Pesquisa), uma divisão da Academia Americana de Ciências, relatou que não conseguiu encontrar evidências científicas suficientes para comprovar a teoria dos Disruptores Endócrinos, ou seja, a de que determinados produtos químicos possam causar problemas hormonais nos seres humanos. Dentre os produtos analisados estavam o PCB, o DDT e os ftalatos. O relatório pede que mais estudos sejam realizados. Vida contemporânea PVC é a "bola da vez" na construção civil Com um consumo de 450 mil t em 1998, o PVC permanece muito à frente dos demais materiais utilizados nas construções e obras de infra-estrutura pública, afirmou Jean Paul Leca, dirigente do Sindicato dos Produtores de Materiais Plásticos da França. Em 1998, os cinco principais segmentos do PVC foram a construção civil (58%), embalagens (18%), fios e cabos (8%), produtos para veículos (7%) e lazer (3%). Estimulados pelo avanço do PVC, a cadeia produtiva intensifica esforços para aumentar a reciclagem dos materiais usados na construção civil, com destaque para novas unidades feitas exclusivamente para reciclar perfis de janelas de PVC. Tapete plástico resiste ao fogo e oferece conforto Uma das matérias da última edição da Revista OESP Construção destacou o novo tapete plástico Koil Mat, da Hastead International, que foi feito para substituir o tradicional "capacho", muito usado na entrada de residências, escritórios e halls. O Koil Mat é feito de PVC e apresenta alta resistência, durabilidade e resistência ao fogo. Além disso, suas tramas plásticas possibilitam reter a sujeira de forma extremamente eficiente. Andando nas nuvens com o PVC Desfilar nas passarelas de todo o mundo ficou mais confortável. Os saltos agulhas, que antes causavam bolhas nos pés das modelos, foram colocados de lado. Os desfiles do famoso Morumbi Fashion de 97 já mostravam isso. A ordem de alguns estilistas, apontados na época como lunáticos, era de muito conforto em um estilo esporte-chique, meio despojado. Menos de um ano depois, a tendência que valoriza os solados de PVC plataforma, tanto dos sapatênis como das sandálias de plástico, regia o mundo da moda. Hoje, o material está presente nos desfiles das coleções de verão nas sandálias e chinelos, tanto masculino como feminino, e também nas coleções mais sofisticadas, que misturam ternos e saias com o sapatênis. Está presente também nas coleções das marcas brasileiras mais conhecidas como Grendene, Beira Rio, Dakota e Alpargatas. A moda - marcada por sapatos, sandálias e roupas futuristas - chegou, pelo menos para os calçados. E o PVC é a grande vedete desse estilo. Faça chuva ou faça sol, PVC neles Tecnologia e moda sintonizadas em constante evolução. Do tradicional scarpin ao futurismo do sapatênis, a Beira Rio está preparada para agradar os mais ecléticos clientes em qualquer latitude do globo. Ao mesmo tempo que a produção está voltada para a confecção de sandálias para o verão tropical brasileiro, a empresa também se dedica à fabricação de calçados para isolar as baixas temperaturas, sempre utilizando o PVC, seja apenas nos solados ou na confecção de toda a peça. Como o clima é de muito sol e o lugar é Brasil, sandálias e chinelos da Beira Rio estão em alta. A empresa produz 2,8 milhões de pares de chinelos e sandálias por mês que utilizam o PVC, material nobre desta estação. O destaque é para as linhas Colore Ice e Colore Fashion. São sandálias inteiramente de PVC, nas cores fumê, lilás, chocolate e azul. Pisando diferente no ano 2000 O setor calçadista propôs à Agência Promotora de Exportação (Apex) uma ação conjunta para divulgar o calçado brasileiro no exterior e alavancar progressivamente suas vendas. O programa envolve investimentos de R$ 31,2 milhões, em quatro anos, divididos entre a Associação Brasileira de Calçados (Abicalçados) e a Apex. O objetivo é aumentar para US$ 1,47 bilhão as exportações em 2000, US$ 1,72 bilhão em 2001, US$ 2,12 bilhões em 2002 e, US$2,57 bilhões em 2003. Os recursos do programa serão investidos prioritariamente na participação efetiva em eventos globais, quando será dada ênfase à divulgação do produto, da marca e do desing brasileiro. Estão previstos também investimentos em gestão empresarial, com foco em mercado externo e em tecnologia. Clique aqui para fazer o download (0,55 MB) |