PVC e a Arquitetura

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Beleza, funcionalidade e inovação

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Beleza, funcionalidade e inovação

Na década de 40 a arquitetura brasileira iniciou sua trajetória rica em projetos arrojados e em soluções arquitetônicas, quando Le Corbusier "riscou" o Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, influenciando toda uma geração de arquitetos, a partir de Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Em São Paulo, um dos marcos mais representativos dessa nova arquitetura é a Casa Modernista, na Vila Mariana, de autoria de Gregory Warchavchik e alguns projetos de Flávio de Carvalho.

Essa trajetória de competência e criatividade brasileiras vem se desdobrando ao longo das últimas décadas e se manifesta pelas formas ousadas e revolucionárias; pelo uso racional dos espaços e pela utilização de novos materiais, sempre valorizando o conceito de funcionalidade, tendo, por isso mesmo, obtido o mereci- do reconhecimento internacional.

Como contraponto, o desenvolvimento tecnológico vem criando um admirável mundo de novos materiais a serviço dessa funcionalidade. Dentre eles, destaca-se o PVC, um plástico 100% reciclável, como pode ser atestado no Edifício Berrini 500, em São Paulo, projetado pelo arquiteto Rui Ohtake e construído pela Método Engenharia, onde todos os resíduos de PVC dessa construção foram reciclados e transformados em novos produtos.

E a reciclagem, por sua vez, situa-se entre as mais destacadas questões emergentes no mundo, tanto pela contribuição que pode dar ao desempenho das empresas e pelos vieses da economia de custos, matérias-primas e insumos, quanto pelos resultados ambientais decorrentes da queda de produção dos resíduos, o que eqüivale dizer, uma produção mais limpa.

Sendo um material diferenciado, o PVC é resistente, seguro, flexível, versátil, de cores e formatos variados e vem permitindo que os arquitetos desenvolvam toda a sua criatividade, contribuindo para as soluções dos seus projetos. É o único material plástico, dentre os mais comuns, que não é originário somente do petróleo, pois 57% provém do sal marinho, na forma de cloro, produto este responsável por uma série de propriedades do PVC. Ele é também um dos plásticos mais econômicos em termos de consumo de energia, apresentando excelente isolamento térmico e acústico, resistência ao fogo, maresia, cupins, umidade, raios solares e a grandes variações de temperatura, facilidade na instalação, ausência de manutenção, além de reduzir a proliferação de bactérias, características estas sempre exigidas em um projeto, seja casa, edifício, escritório ou indústria.

Neste contexto, sinto-me compelido a destacar dois exemplos que considero emblemáticos: a Cidade do Rock, no "Rock in Rio" e o complexo turístico Costa do Sauípe, na Bahia. No primeiro caso, o PVC, desafiando formas, modelos e espaços de uma polis futurista, esteve presente em todas as tendas, palcos, praças de alimentação, etc., embalando o som da galera e garantindo a boa acústica desse megaprojeto, mostrando aí toda a sua versatilidade. No total foram utilizadas 50 toneladas de PVC que, respeitando o bom gosto dos arquitetos e designers, atendeu às rígidas exigências de beleza, conforto e segurança, contribuindo para que este empreendimento assumisse um décor antes só visto no cinema.

No caso da Costa do Sauípe, onde a arquitetura hoteleira exige projetos equilibrados e custos competitivos, as esquadrias de PVC dos 1650 apartamentos atingiram alto grau de satisfação, pela sua beleza aliada à funcionalidade da baixa manutenção, mesmo em um ambiente de agressivo intemperismo dos ventos salitrosos existentes em todo litoral brasileiro.

Some-se às virtudes mencionadas as suas propriedades específicas e seus custos competitivos e tem-se a receita certa que explica o sucesso mundial do PVC que, cada vez mais, ocupa os espaços dos ambientes. E estes espaços se desdobram e se multiplicam em janelas, portas, esquadrias, forros, perfis, revestimentos, telhas, pisos, papéis de parede, lambris, decks, cercas, entre várias outras aplicações, atendendo às exigências técnicas, estéticas e ambientais dos projetos contemporâneos, reformas, restaurações e até reposição de peças em edifícios do patrimônio histórico, revelando todo seu potencial e formidável versatilidade, tornando-o um produto onipresente e indispensável nos projetos arquitetônicos.

Fonte: Gazeta Mercantil - Caderno Imóveis (13/09/2001)
Por Francisco de Assis Esmeraldo, Presidente do Instituto do PVC


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