Lixo em aterros

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William Rathje desmitifica deterioração do lixo em aterros 

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William Rathje Desmitifica Deterioração do Lixo em Aterros

Dedicado a pesquisas em aterros de lixo norte-americanos, durante mais de 15 anos, o arqueólogo William Rathje acaba com o mito segundo o qual os descartes enterrados deterioram-se rapidamente. Como convidado da Plastivida, em 24 de junho, Rathje realizou palestra no Memorial da América Latina, em São Paulo, cujo ponto alto foi a revelação de que o lixo, em sua maior parcela formado por derivados de celulose (cerca de 55%), resiste muito mais ao desaparecimento quando compactado, diferentemente do que ocorreria se ficasse exposto à ação atmosférica.  

Prova disso é que, em perfurações recentes, o pesquisador encontrou jornais da década de 60 - soterrados àquela época -, que resistiram intactos por mais de 25 anos.  

A solução seria revolver os aterros, periodicamente, injetando uma boa dose de líquidos para incentivar a deterioração. Mas não há meios para isso, devido ao tamanho e profundidade dos "lixões". Embora não conheça a realidade dos aterros sanitários no resto do planeta, nem tenha ainda pesquisado os "lixões" do Terceiro Mundo, o arqueólogo se diz interessado em vir ao Brasil "para descobrir o que os brasileiros estão ocultando em seu lixo". Rathje elogiou o Aterro Bandeirantes, em São Paulo, segundo ele "de Primeiro Mundo". O Bandeirantes está testando uma geomembrana de PVC, para impedir o contato do "caldo", resultante da compresssão do lixo, com as águas subterrâneas.


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