
Composto de PVC aperfeiçoa opções anticoagulantes Califómia - Teknor Apex Co, transformadora de produtos médicos, e Vestolit GmbH & Co KG, fabricante alemão de PVC, informaram estar próximos de desenvolver um novo blend de PVC que exibirá propriedades anticoagulantes formadas dentro do polímero. A inovação permitirá aos pacientes um tratamento potencialmente mais barato e seguro em procedimentos delicados coma diálises e cirurgias cardíacas. As empresas garantem que esta tecnologia poderá ainda auxiliar no tratamento de problemas críticos: caso de quando a sangue coagula ao ser removido do corpo. Para prevenir tais coagulações, as pacientes podem ter grandes quantidades de agentes anticoagulantes depositados dentro do sangue, o que provocaria uma mudança para os doentes hemofílicos. Ou ainda, os tubos usados nos procedimentos podem ser revestidos com dispendioso agente que duplica a heparina, anticoagulante natural do corpo. Esta tecnologia - que devera ser comercializada em mais ou menos dois anos - protegeria as pacientes, mas teria que ser imensamente mais barata que os revestimentos anticoagulantes tradicionais, disse Peter Galland, gerente da indústria de compostos médicos da Teknor, sediada em Pawtucket, R.I. "Os revestimentos são caros, não definitivos e, por isso capazes de serem extraídos do sangue", disse Galland. "Heparizando-se o sangue em um paciente, apôs um procedimento delicado, você pode torná-Io um hemofílico, incapaz de parar o sangramento em uma ferida". O blend da Teknor-Vestolit, ao contrário, seria seguro com uma camada interna coextrusada de PVC e não vazaria dentro do sangue. O composto também pode ser usado em catéteres e circuitos extra corpóreos. As empresas lançaram a nova tecnologia durante a Feira Medical Design & Manufacturing West, que ocorreu de 19 a 21 de fevereiro passado, em Anaheim. Eles não revelaram, detalhes sobre custos ou que tipo de material esta sendo usado, limitando-se a descrevê-Io como um "copolímero compatível com o sangue". O novo material compreenderia PVC na razão de 1/5 de parte do PVC tradicional. Minimizar a porção do copolímero e reduzir custos serão os pontos-chave para tomar amplamente utilizável esta nova tecnologia, garante Galland. O material terá vantagens relevantes na relação custo-benefíco sobre o tubo revestido com dispendiosos agentes anticoagulantes - usados, por exemplo, em diálise de pacientes graves. Tais aplicações especializadas, entretanto, são apenas um pequeno segmento do mercado, analisa Galland. "Nao esta claro ainda se isso será bem recebido no mercado convencional de diálise" disse ele. "No momento eles limitam-se a lançar heparina dentro do sangue, a que certamente não é adequado para o paciente, mas é a maneira mais barata". O sensível mercado para tratamento de diálise requer em tomo de 4,5 milhões de toneladas de PVC ao ano, enfatiza Galland, enquanto a mercado convencional consome mais de nove milhões de toneladas aproximadamente. Vestolit desenvolveu a tecnologia com base em um trabalho do professor Marcel Jozefowicz, da Universidade Paris-Nord, no início de 1990. A empresa alemã contatou a Teknor sabre a comercialização do composto, e os Estados Unidos firmaram a compra mundial e exclusiva dos direitos de uso da licença. Radu Bordeianu, chefe de pesquisa para Vestolit, afirmou que a empresa pode produzir a material a partir de polímeros comercialmente disponíveis e fabricá-Io em amplos reatores industriais. A Vestolit associou-se à Teknor pela sua experiência internacional na compra, venda e desenvolvimento de produto, disse Bordeianu. Galland afirmou ainda que a Teknor está confiante e será capaz de comercializar o material porque a Vestolit já fez o fundamental. A companhia americana quer promover seus próprios testes, e então buscar a aprovação da agencia Food and Drug Administration (FDA). "Nosso pessoal tem pesquisado experimentos avançados e acredita que não será uma aplicação complicada para o FDA, já que os processos sobre revestimento que o precederam estabeleceram antecedentes sólidos", acredita Galland. O composto também deve exibir melhor performance na luta contra a proliferação de bactérias que o PVC tradicional, apesar de testes ainda por fazer, ele conclui. Fonte: Plásticos em revistas Steve toloken, da equipe de Plastics News, março/2003. |